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Assentado pede verba para infra-estrutura
Cerca de 800 famílias de trabalhadores
ligados ao Movimento dos Sem-Terra (MST) realizaram, durante toda a manhã
de ontem, um protesto em frente à sede do Banco do Nordeste (BN),
em Petrolina. Eles reivindicaram a liberação de recursos
de infra-estrutura para quatro assentamentos situados no Vale do São
Francisco Catalunha, São Francisco, São José
e Ouro Verde.
De acordo com o coordenador do MST no Sertão, Romel
Figueiredo, o crédito para os trabalhadores investirem na agricultura
- no valor de R$ 9.500,00 já foi liberado pelo Programa
Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) desde junho
do ano passado e entregue ao Banco do Nordeste responsável
pelo repasse. Segundo Figueiredo, o BN condiciona a liberação
do dinheiro à apresentação de um projeto de impacto
ambiental e licença do uso da água nos assentamentos.
O problema é que só para fazer esse projeto
teremos que gastar R$ 8 mil. E depois de pronto, ele tem que ser enviado
para o Ministério do Meio Ambiente, em Brasília, para ser
aprovado. A aprovação demora em torno de seis meses a um
ano, reclama. Não podemos perder tanto tempo assim.
Precisamos preparar a terra para a época de chuva, se não
vamos ficar no prejuízo, disse o agricultor Genivan Feitosa,
40 anos, que reside no assentamento Catalunha com a mulher e seis filhos.
O gerente em exercício do Banco Nordeste, em Petrolina,
José dos Santos, informou que o banco está aberto a qualquer
negociação, desde que sejam cumpridas algumas condições.
As exigências da apresentação de projetos são
de ordem legal e exigidas de qualquer cliente que pede um financiamento
ao banco.
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