WASHINGTON - A Universidade de Columbia terá
este ano um Centro de Estudos Brasileiros em sua Escola de Negócios
Públicos e Internacionais (Sipa). O economista Albert Fishlow
dirigirá o novo centro, que contará com a colaboração
do cientista político Alfred Stepan. Fishlow e Stepan são
integrantes da safra original de brazilianistas, acadêmicos americanos
que se dedicaram ao estudo do Brasil a partir dos anos 60.
"A importância do novo Centro de Estudos Brasileiros é
que ele estabelece, pela primeira vez, na capital financeira do Mundo,
um lugar de estudo acadêmico e de reflexão sobre os assuntos
brasileiros, e isso apenas reafirma a crescente importância do
Brasil", disse Fishlow, que foi conselheiro da tese de doutorado
do atual ministro da Fazenda, Pedro Malan, na Universidade da Califórnia
e foi o único economista que previu o sucesso do Plano Real.
Vários bancos contribuíram com os fundos iniciais para
a criação do Centro. O presidente do Banco Central, Armínio
Fraga, que ensinou na Universidade de Columbia, figura entre os contribuintes
individuais. Segundo Fishlow, o Centro começará com um
curso sobre economia brasileira, que ele próprio ministrará,
e um seminário dirigido por Stepan. Oferecerá, também,
palestras e discussões com intelectuais, acadêmicos, políticos
e formadores de opinião brasileiros ou que estudem o País.
"Um dos nosso objetivos é promover uma compreensão
mais ampla sobre o Brasil - sua História e sociedade, política
e economia, cultura, ecologia e lugar no Mundo - através de um
programa de conferências, seminários, projetos de pesquisa
e publicações.
"Estamos agradecidos pelo fato de o embaixador do Brasil nos EUA,
Rubens Barbosa, e seus colegas atribuírem à Universidade
de Columbia um papel importante no estudo e na disseminação
do conhecimento sobre o Brasil, e esperamos contribuir para que o Centro
seja um lugar vivo e ativo", disse a diretora da Sipa, Lisa Anderson.
A Universidade de Georgetown iniciou um programa semelhante em novembro.
Em dezembro passado, a embaixada basileira em Washington promoveu um
encontro para fazer um balanço dos estudos sobre o Brasil nos
EUA no período 1945-2000.