Serviço é monitorado e as informações ficam
disponíveis para quem compra e quem vende pela Internet
Neusa Rodrigues
enviada especial
SÃO PAULO - Se o consumidor é um bicho ansioso por natureza,
a tensão aumenta consideravelmente quando o assunto é compra virtual.
Tudo bem que o temor dos brasileiros não chega aos pés da aversão ao
e-commerce dos internautas de Hong Kong. Segundo pesquisas da Iamasia
(Interactive Measurement Ásia) divulgadas há duas semanas, apenas 13%
dos da Rede em Honk Kong (34% da população) fazem compras em lojas virtuais.
Mas é fato que os usuários tupiniquins também ficam com o pé atrás na
hora de fazer aquisições pela Web. Para atrair adeptos, as lojas online
estão investindo em tecnologia, garantindo segurança e tranqüilidade
aos visitantes, desde a hora em que eles fornecem o número do cartão
de crédito até a hora da entrega do produto. Este último momento é considerado
por pesquisadores do setor o que mais amedronta o internauta. O grande
medo é de não receber o pedido na data marcada (ou pior, nunca mais).
Há duas semanas, a maior rede internacional de transporte expresso
do mundo, a DHL (www.dhl.com.br), anunciou o lançamento do DHL E-Commerce
Fulfilment que deverá amenizar a angústia dos consumidores virtuais.
O kit de integração para lojas virtuais é um aplicativo, desenvolvido
pela subsidiária da companhia no Brasil, para atender às necessidades
específicas de logística das empresa pontocom que operam no País. O
enfoque do produto vai para as transações B2B (business-to-business).
A DHL, responsável por 47% do mercado brasileiro de remessas e com
um milhão de clientes em todo mundo, espera dobrar sua receita na subsidiária
brasileira, nos próximos dois anos, graças à novidade. Seu faturamento
em 2000 foi de US$ 50 milhões, dos quais 5% da cifra é referente operações
de e-commerce. “Até o final do ano, vamos distribuir cerca de 150 kits
de graça para os nossos clientes que desejarem”, conta o presidente
da DHL Brasil, Michael Canon. A empresa investiu US$ 100 mil no desenvolvimento
da solução, que deverá ser exportada para as subsidiárias da companhia
em outros países. A grande vantagem do novo produto é a facilidade de
obter informações sobre o pedido, tanto por parte da empresa que faz
comércio eletrônico, quanto pelo consumidor final. Assim, os primeiros
beneficiados podem imprimir os conhecimentos aéreos, alterar ou cancelar
um pedido, além de realizar o acompanhamento das entregas, sem sair
da frente da telinha do PC. Os clientes, por sua vez, receberão informações
sobre o valor do frete, tempo de trânsito e localidades antendidas,
antes de realizar a compra. “Depois de confirmarem o pedido, o consumidor
recebe o número de conhecimento do transporte aéreo, também chamado
de AWB, referente à sua compra”, explica Canon. Ele diz que com este
dado é possível rastrear qualquer pedido. Processos e ferramentas
de controle de estoque, armazenagem, coleta, entrega, rastreamento das
remessas e aplicativos eletrônicos compõem o kit. O kit pode ser utilizada
por usuários do Windows, Linux e Solaris. Depois que o internauta
finaliza sua compra, o aplicativo executará chamadas pela Internet a
um servidor público da DHL. A máquina retornará o resultado das consultas
sobre o preço, tempo de trânsito, área atendida e número de conhecimento
aéreo. O suporte técnico será feito pela empresa de transporte expresso.