
Foto: Arquivo/DP |
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O que você não
pode perder no carnaval de Pernambuco |
Folião que é folião gostaria de
que o dia de carnaval durasse mais de 24 horas. São
atrações demais acontecendo ao mesmo tempo.
Mas, com uma certa estratégia, consegue-se dar
conta de pelo menos as principais. Para que você
economize tempo, mas não diversão, o PERNAMBUCO.COM
preparou a lista dos eventos “Imperdíveis”.
Dia a dia, trazemos o roteiro de blocos, desfiles e
shows. É só anotar na agenda e se preparar
para o roteiro Recife-Olinda, com algumas esticadinhas
pelo interior do estado, onde a festa também
é pra lá de animada.
Sábado
Galo da madrugada

Foto: Arquivo/DP |
O maior bloco de carnaval do mundo começa com
um café-da-manhã no Forte das Cinco Pontas,
no Centro do Recife, às 6h. Em seguida, é
partir para a concentração, na Avenida
Guararapes, onde há um palco com shows de várias
atrações, ou para um dos pontos do trajeto
do desfile alegórico do Galo, rei do carnaval
de rua, reconhecido pelo Guiness.
Este ano, o tema do desfile será o Centenário
do Frevo. Os carros alegóricos são acompanhados
de trios elétricos e freviocas. Tudo ao som do
mais autêntico ritmo pernambucano. É um
show para os olhos ver tanta gente na folia. A festa
termina por volta das 17h.
Acho é Pouco

Foto: Arquivo/DP |
O primeiro desfile do bloco Acho é Pouco, um
dos mais tradicionais do carnaval de Olinda, acontece
no sábado, com concentração às
17h. Mas, vale deixar o Galo da Madrugada um pouco antes
e seguir para a cidade patrimônio. Às 16h30,
em frente ao Mosteiro de São Bento, o bloco se
esquenta com um casamento no meio da rua. Em seguida,
desfila por toda Cidade Alta. A dica é ir vestido
de amarelo e vermelho.
Domingo
Sala de Justiça

Foto: Teresa Maia/DP |
O domingo amanhece em Olinda. Por volta das 10h, super-heróis
de todos os tipos (todos os tipos mesmo!) começam
a chegar no Alto da Sé. É o desfile do
bloco Enquanto Isso na Sala de Justiça. Para
participar, basta criatividade. Vale ser o super-bonder,
um super-lábio, super-pegador. Para rir e dançar.
Papangus de Bezerros

Foto: Arquivo/DP |
No carnaval, o município de Bezerros, que fica
a 107 Km do Recife, é invadido por milhares de
mascarados que encantam os turistas ao aproveitar a
folia com muita alegria, mas sempre mantendo os rostos
sobre sigilo.
A brincadeira é, na verdade, uma tradição
que surgiu no início do século XX e, não
á toa, a cidade é conhecida como a Terra
dos Papangus, nome dado a esses anônimos que passavam
pelas casas de amigos e familiares que os ofereciam
angu para comer.
Se você não é fãs dos super-heróis
que invadem Olinda neste dia e prefere conhecer as raízes
do carnaval pernambucano, uma boa pedida para o domingo
é, portanto, ir para o Agreste pernambucano e
curtir o maior encontro dos Papangus, que acontece em
Bezerros. O bloco sai pelas ruas do município
arrastando os foliões, que são animados
pelas orquestras de frevo. Tem festa na cidade desde
às 8h.
Quanta Ladeira

Foto: Julio Jacobina/DP |
Terminado o desfile da Sala de Justiça, é
correr para o Pólo Rec Beat, no Cais da Alfândega,
no Recife Antigo. Às 17h, começa a concentração
para o bloco irreverente Quanta Ladeira. Lenine, Zé
da Flauta, Lula Queiroga e Silvério Pessoa criam
letras mais que engraçadas e críticas
em músicas já conhecidas. E sempre há
surpresas. Ano passado, quem apareceu por lá
foi o cantor Caetano Veloso. Vamos ver quem aparece
este ano...
Segunda
Encontro de Maracatus de Nazaré da Mata

Foto: Alexandre Gondim/DP |
A dica é seguir para a cidade de Nazaré
da Mata para conferir um show de tradição.
A apenas 65 quilômetros do Recife, na Zona da
Mata Norte, às 10h, acontece o maior encontro
de maracatus rurais do estado. Só a cidade tem
17 grupos. Caboclos de lança e baianas, que saúdam
os seus orixás, se unem aos grupos, na Praça
Central.
O espetáculo relembra a época dos engenhos,
que tanto permearam a área de cultivo da cana-de-açúcar.
Os negros originaram o maracatu como forma de diversão
paralela às festas da casa-grande. Não
à toa, numa cidade que ainda hoje tem na cana
uma de suas principais economia, abrigaria o maracatu
e o caboclo de lança (originário dos índios
que também habitavam essas terras) mais antigos
do estado, o Cambinda Brasileira.
Noite dos Tambores Silenciosos

Foto: Ricardo Fernandes/DP |
A dica para a noite desta segunda-feira é se
emocionar no Recife. A Noite dos Tambores Silenciosos
reúne grupos de batuque pernambucanos que louvam
a padroeira dos negros, a Virgem do Rosário.
A cerimônia acontece no Pátio do Terço,
em São José, a partir das 20h. À
meia-noite, os tambores silenciam por um minuto de silêncio
e velas são acesas. É para abençoar
os negros e seus descendentes. Um show de fé
e misticismo.
Terça-feira
Encontro de Bonecos Gigantes

Foto: Alcione Ferreira/DP |
A terça-feira começa cedo em Olinda. Por
volta das 10h, a dica é seguir o desfile dos
bonecos que identificam o carnaval da cidade. Cada um
pesando entre 15 e 30 quilos, os oitenta bonecos gigantes
saem do Largo da Guadalupe e seguem até a rua
do Amparo. O ponto alto é a passagem pela Prefeitura.
É uma forma de reconhecer o trabalho anônimo
dos carregadores dos bonecos que se preparam o ano inteiro
para tamanho esforço em torça de manter
a tradição viva.
Às 20h, os mesmos bonecos gigantes seguem para
o Recife Antigo, onde, no Pólo carnaval Multicultural,
no Marco Zero, participam da apoteose de encerramento
Da folia, ao lado de shows de Alceu Valença,
com participação de Zeca Baleiro.
Quarta-feira
Bacalhau do Batata

Foto: Alcione Ferreira/DP |
Pernambuco já sabe que o carnaval não
acaba na quarta-feira de Cinzas. O bloco Bacalhau do
Batata, acompanhado de mais de 20 agremiações,
sai pelas ruas de Olinda. A idéia do garçom
Izaías Pereira da Silva, o Batata, serviu de
inspiração para os demais foliões,
que criaram entre outras atrações, o Urso
Maluco Beleza, do cantor Alceu Valença .
Só que o tradicional Bacalhau do Batata tem um
atrativo a mais: às 10h, munguzá é
servido ao público. Afinal, somam-se cinco dias
de ferveção. A concentração
é no Alto da Sé. O detalhe é que
muitos foliões aproveitam para dormir nas ruas
já na véspera para não perder a
farra.
Mesmo curtindo cada segundo do carnaval, ainda vale
cantar “Ó, quarta-feira ingrata chega tão
depressa só para contrariar”.