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Folião inteiro |
Esteja inteiro para agüentar a folia até
o último dia

Foto: Teresa Maia/DP |
A folia começa no sábado e vai até
a quarta-feira de cinzas num pique só. Ok, você
decidiu aproveitar cada segundo do carnaval. Mas, por
mais saúde que tenha, a maratona de blocos e
festa precisa de cuidados especiais. O PERNAMBUCO.COM
ouviu especialistas e preparou uma lista de itens que
você deve se preocupar ou evitar durante os dias
de folia. Não é nenhum grande esforço,
por exemplo, selecionar mais o que vai comer na rua,
por exemplo. Mas, isso faz toda a diferença ao
evitar uma incômoda diarréia e uma internação
no hospital, enquanto a sua vontade seria subir a ladeira
ou pular atrás do trio.
Água, muita água

Foto: Montagem |
A desidratação é um problema o
qual qualquer folião está suscetível.
Especialmente, idosos e crianças. A mistura de
calor, sol, agitação levam a uma transpiração
maior do que em um dia comum. E as conseqüências
de uma baixa ingestão de água e líquidos
vão desde tontura, dor de cabeça, sensação
de desmaio, ressecamento da pele até vômitos.
O problema é maximizado com a ingestão
de bebidas alcoólicas. “O álcool
tem efeito diurético. Ao ingeri-lo, ele inibe
o hormônio antidiurético, que ajuda a reter
líquido no organismo”, explica o clínico
geral e gastroenterologista Carlos Brito.
O que fazer então? Água, água e
mais água. Com a opção de ingerir
sucos, água de coco e outras bebidas (não-alcóolicas)
leves. Brito dá a dica de levar uma garrafa extra
com água para a folia, além do squeeze
com vodka e refrigerante, tão comum entre os
foliões que apreciam uns drinks na folia. A nutricionista
Sylvia Lobo recomenda a ingestão de dois a três
litros de água por dia e sugere a água
de coco para repor os minerais que são eliminados
junto com o suor.
Além disso, doutor Carlos Brito sugere paliativos
para a transpiração excessiva, como usar
chapéus e roupas leves. E atenção
para o que vai beber. Não custa nada avaliar
a procedência da água, esquecendo a que
é vendida em sacos na rua e optando por água
mineral fechada em garrafa. E até com a água
industrializada e vendida comercialmente é preciso
cuidado. É preciso saber onde ela foi acondicionada.
Se possível, usar canudo. O produto pode ter
sido guardado em gelo ou em água contaminada
com fezes de ratos, podendo transmitir leptospirose
e parasitoses.
Comer regularmente é a dica para não
ter ressaca e gripe

Foto: Simone Ventura |
O folião precisa ficar antenado com a alimentação.
Mesmo sendo difícil conseguir manter os horários
regulares, tem que lembrar de ingerir alimentos nos
intervalos. Senão, alerta a nutricionista Sylvia
Lobo, a resistência para a folia e contra o surgimento
de viroses vai por “ladeira” baixo. “É
preciso repor as energias. De preferência, com
alimentos integrais, massas como o arroz e os pães,
sem esquecer das vitaminas. É por falta de cuidados
como esses que muita gente contrai
gripes de carnaval”,
alerta.
O clínico geral Carlos Brito faz um outro alerta.
A bebida alcoólica baixa a glicose do sangue.
Se o folião não se alimentar nos intervalos,
pode ter uma hipoglicemia, o que potencializa a ressaca
do dia seguinte.
Além de lembrar de comer, o folião precisa
cuidar da higiene dos alimentos. “São cuidados
simples, como olhar as condições de limpeza
do local onde é vendido e de quem manipula a
comida. Atenção para a comida de rua que
precisa ser refrigerada ou que está exposta.
A má conservação leva à
proliferação de bactérias, que
podem causar os sintomas de diarréia e vômito,
quadro comum nas emergências dos hospitais nessa
época do ano”
O clínico alerta que comidas oleosas, gordurosas
e principalmente as que contêm maionese por conta
da sensibilidade à variação de
temperatura, têm mais chance de estarem contaminarem.
E a pele? Como fica? Foliõezinhos com
menos de seis meses devem evitar o protetor químico

Foto: Montagem |
Você já deve estar cansado de escutar o
conselho: não saia de casa sem protetor solar.
Mas, no carnaval é o que você tem de seguir
esse conselho à risca. Porém, há
uma informação que deve ser levada em
consideração: a idade do folião.
O dermatologista Emmanuel França alerta que crianças
abaixo dos seis meses não devem usar o protetor
solar químico. “Procure uma proteção
física como bonés, sombrinhas e roupas.
Evite os horários de sol muito forte e não
esqueça da hidratação”.
Mas, se você está fora dessa faixa de idade,
nada de esquecer o protetor. Os que têm filtro
solar fator 15 já protegem a pele. Mas, se quiser
usar os fatores 30 ou 60 não há problema.
Se for passar todo o dia sob o sol, tenha o cuidado
de reaplicar o protetor no intervalo de uma a três
horas e sem economia. E não esqueça das
orelhas e do nariz, locais onde o protetor deve ser
aplicado, diz França, com as pontas do dedo e
não com as palmas das mãos.
A escolha do protetor deve levar em conta o tipo de
pele. “Se sua pele for muito oleosa, opte pelos
géis. Se for muito seca, uma loção
cremosa vai bem. Lembre que as pessoas com acne quando
usam muita maquiagem e loções muito gordurosas
tendem a piorar o quadro”, indica o dermatologista.
Mas, o que os foliões não devem esquecer,
também, é do hidratante. A pele seca,
desidratada fica mais frágil e vulnerável
aos fatores ambientais, alerta o dermatologista. O hidratante
deve ser seu grande aliado, especialmente se o estrago
já estiver feito. “Mas, caso haja um vermelhidão
muito forte ou mesmo bolhas é importante a orientação
de um médico”, diz o dermatologista.