Carnaval | 15h05 - 08|02|2006 | |
| Frevo completa 99 anos com arrastão |
O ritmo mais tradicional do carnaval de Pernambuco completa 99 anos nesta quinta-feira (9). Há quase um século, a edição de 9 de fevereiro do Jornal Pequeno publicou a primeira matéria que chamava de frevo o ritmo que já contagiava os foliões pernambucanos durante os quatro dias de Momo.
Às vésperas do carnaval não é difícil encontrar uma programação onde o frevo não seja um dos ritmos mais executados, mas um evento desta quinta-feira em especial vai marcar as comemorações pelo aniversário do frevo no Recife: um arrastão comandado pelo multiartista Antônio Carlos Nóbrega que aproveita a ocasião para lançar seu novo CD, oportunamente chamado “Nove de Frevereiro”.
A saída da caminhada está marcada para as 17h, na Torre Malakoff, no bairro do Recife, em direção ao Pátio de São Pedro. Além de Nóbrega, ajudarão a manter a animação dos foliões diversas orquestras, entre elas a SpockFrevo, e passistas que dão graça e movimento ao ritmo dos clarins, trompetes e trombones que ajudam a marcar o tom da folia.
Outra comemoração pela data será realizada às 21h, no Teatro de Santa Isabel onde vai ser lançado o CD de Música Carnavalesca Pernambucana 2005. O disco tem 15 músicas vencedoras de um concurso organizado pela Prefeitura do Recife. A execução ficou por conta da Orquestra de Frevo da Banda Sinfônica Cidade do Recife, sob a Regência e Direção Musical do Maestro Neneu Liberalquino.
ORIGEM – O frevo é genuinamente pernambucano e surgiu no século XIX, a partir da mistura do repertório das bandas militares da época, misturado com ritmos como o maxixe, a modinha, a polca e o tango.
Na década de 30, devido à popularização do ritmo pelas gravações de discos e pela transmissão em programas de rádio, o frevo passou ser dividido em três estilos: o frevo-de-rua, que é puramente instrumental; o frevo-de-bloco, executado por Orquestras de Pau e Corda e com letras, em sua maioria, saudosas, interpretadas, muitas vezes, por coral feminino; e o frevo-canção, que também é cantado, mas possui uma introdução instrumental e trata de temas diversos.
Já a dança tem origem nos antigos desfiles de rua, quando alguns capoeiristas ficavam na frente dos instrumentistas para defendê-los, dançando ao ritmo das músicas. Os movimentos da capoeira, então, geraram alguns passos do frevo como a tesoura, o ferrolho, a pernada e outros.
Da Redação do PERNAMBUCO.COM |
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