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Cores, brilhos, acessórios: não tem exagero que não seja bem-vindo no carnaval

Chegou o carnaval e a hora é de se vestir e ir para a rua aproveitar a folia. Mas eis que surge aquela dúvida: Com que fantasia ou com que roupa eu vou? O grande desafio é ser original e criativo, sem prejudicar a curtição por conta de uma roupa inadequada ou desconfortável. Esse “problema” - se é que pode ser chamado assim – é mais fácil de resolver do que parece.

Antes de mais nada, é importante levar em consideração que, independentemente do modelito escolhido, o tecido precisa ser leve. Considerando nosso verão escaldante, os estilistas Mário Castro e Lin Diniz dão uma dica só: algodão. “Nada de tecidos sintéticos, ele esquentam demais”, diz Lin. Mário aconselha utilizá-los apenas para compor o visual, ou seja, nos detalhes da produção. Lin ainda completa: “Um tecido que nunca sai de moda é o chitão, tiro e queda”!

Quanto às cores, Lin Diniz – revelada no concurso novos talentos do Recife Fashion – acredita que o folião deve abusar do multicolorido. Já Mário Castro aposta que, em ano de Copa do Mundo de Futebol, “vai ser difícil ganhar da combinação verde e amarelo”. Em um ponto, ambos concordam: um pouco de brilho na roupa é sempre recomendável, seja dia ou noite.

E as fantasias? Quais as mais indicadas? Para Lin, a dica é caprichar na criatividade. “É de praxe personagens como anjinhos, piratas, noivas e super-heróis, além dos inspirados em novelas e na nossa situação política, mas o importante é criar um diferencial”, diz Lin, aproveitando para sugerir que, seja qual for o personagem, o folião deve diminuir o tamanho das roupas e a quantidade de tecidos, para estar bem adequado ao nosso clima.

Para quem não gosta de encarnar um personagem, mas também não quer ficar de fora de moda, Mário Castro revela que o mais adequado para as meninas são os shorts, mini-saias e camisetas. Para os meninos, bermuda sempre. O tom carnavalesco da produção deve ficar por conta dos acessórios. “A dica é botar a imaginação para funcionar e, munidos de tinta, lantejoulas e pedaços de tecido, customizar, ou seja, transformar aquela camiseta numa peça especial para a folia”, diz Mário. Lin ainda lembra que também vale caprichar nos enfeites de cabelo, nos colares, nos cintos... Enfim, exagerar em tudo. Mas ela também faz uma alerta: “nunca usar acessórios que possam irritar a pele ou prejudicar a respiração. Uma amiga minha passou mal por cobrir o corpo todo de plástico”.

A maquiagem é outro item que levanta qualquer visual. Estão em alta os tons cítricos e o dourado. “Só evite espalhar muita tinta e purpurina pelo corpo porque fecha os poros. Sem contar que demora dias para sair...”, diz Lin. Outro aspecto importante é ressaltado por Mário Castro: “a maquiagem deve ser sempre anti-alérgica e o filtro solar é o item principal”. Finalmente, com relação aos cabelos, vale aquele enfeite caprichado, mas para aquelas meninas que têm longas madeixas a dica é uma só: prender toda vez que for brincar durante o dia.

Bailes – Quem abre mão do carnaval de rua e prefere brincar nos bailes, enfrenta ocasiões cheias de pompa e elegância – pelo menos no início da noite –, e as produções precisam ser mais caprichadas. A dica de Lin Diniz é exagerar em tudo. “Nesse caso cabe muito brilho, tecidos esfuziantes e uma maquiagem legal, já que o sol não vai derreter tudo”, diz. Para Mário Castro, vale caprichar nas fantasias se o folião estiver em um camarote. “Se for se acabar no salão, fantasias leves e adereços contidos para não machucar ninguém”, avisa.



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