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| Foto: Glauco Espíndola |
FREVO
Considerado a marca registrada de nosso Carnaval, o frevo nasceu
no Recife. Mistura ritmos do maxixe, da modinha, da polca, do tango,
da quadrilha e do pastoril, tendo como origem o repertório das bandas
militares da segunda metade do século XIX. Para frevar, haja pernas,
braços e muito, muito fôlego. Os passos, de nomes engraçados como
tesoura, dobradiça, ferrolho, abanando e pernada, são quase uma
aeróbica. A partir de 1930, o frevo pernambucano passa a ter três
estilos: frevo-de-rua, exclusivamente instrumental; frevo-de-bloco,
executado por orquestras de Pau e Corda, com violões, banjos e cavaquinhos,
e frevo-canção.
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| Foto: Divulgação |
MARACATU
Maracatus de baque virado ou nação
Os maracatus, com sua magia e tambores, encantam quem passa por
aqui no Carnaval. Reza a lenda que a palavra Maracatu, provavelmente,
origina-se de uma senha combinada entre os negros para anunciar
a chegada de policiais. A senha era anunciada pelos toques dos tambores,
que emitiam o som: maracatu/maracatu/maracatu. Na linguagem popular,
a palavra é empregada para expressar confusão, desarrumação.
Os desfiles trazem vários elementos, sobretudo religiosos,
como a calunga (boneca de cera que encarna os antepassados) e a
grande umbela (espécie de chapéu-de-sol) que protege
o rei e a rainha, ladeados pelos nobres e plebeus da corte. São
mais de 150 pessoas: do ministro ao vassalo; da dama-do-paço
ao escravo; do brasabundo (espécie de guarda-costas) ao batuqueiro
(músicos).
Conheça alguns maracatus de baque virado ou nação:
Nação Elefante - fundado em 1800
Nação Leão Coroado - fundado em 1863
Nação Estrela Brilhante - fundado em 1910
Nação Indiano - fundado em 1949
Nação Porto Rico do Oriente - fundado em 1967
Maracatu de baque solto ou rural
Ao contrário dos maracatus de baque virado ou nação,
o maracatu de baque solto ou maracatu rural não tem suas
origens em cortejos de reis africanos. Ele nasceu na segunda metade
do século passado e deve ser uma transformação
dos grupos chamados Cambindas (brincadeira masculina, homens travestidos
de mulher). Os maracatus de baque solto podem ser vistos como uma
fusão de elementos dos vários folguedos populares.
São famosos nas cidades próximas aos engenhos de açúcar
como Goiana, Nazaré da Mata, Carpina, Palmares, Timbaúba,
Vicência etc, durante o Carnaval. O cortejo do maracatu de
baque solto diferencia-se primeiramente do maracatu tradicional,
pela ausência do rei e da rainha.
Conheça alguns maracatus de baque solto ou rural:
Cruzeiro do Forte - fundado em 1929
Águia de Ouro - fundado em 1933
Leão da Aldeia - fundado em 1935
Cambinda Estrela de Paudalho - fundado em 1935
Estrela da Tarde - fundado em 1942
Estrela de Ouro - fundado em 1963
SAMBA
O samba pernambucano é um dos mais importantes do Brasil.
Misturando elementos de maracatu, frevo e capoeira, as escolas de
samba de Pernambuco começaram a surgir nos anos 30. As mais
importantes são Limonil, Gigantes do Samba, Estudantes de
São José e Galeria do Ritmo.
CABOCLINHOS
São grupos de homens e mulheres, com cocares de penas de
ema, pavão e avestruz - uma representação do
povo indígena. É um dos mais antigos bailados populares
do Brasil. Para muitos pesquisadores, nasceu como um Auto elaborado
pelos jesuítas para a catequese dos índios pernambucanos.
Estes grupos preservam passos e danças nativas que se somaram
às influências européias e negras. Os personagens
dos caboclinhos são o cacique e sua mulher, o capitão
e o tenente, o guia e o contra-guia, a mãe-da-tribo, os perós
(indiozinhos), o porta-estandarte, os caboclos, os caçadores
e o pajé.
Tribos de Caboclinhos:
Caboclinhos Canindés - fundada em 1897
Carijós - fundada em 1897
Taperaguases - fundada em 1916
Caboclo Tupy - fundada em 1933
Caboclinhos Tabajaras - fundada em 1956
Tapirapés - fundada em 1957
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| Foto: Glauco Espinola |
URSOS DE CARNAVAL
O urso do Carnaval carrega influências dos ciganos da Europa
que visitavam as cidades com seus animais, presos numa corrente,
dançando de porta em porta em troca de algumas moedas ao
som da ordem: dança la ursa! A figura central é o
urso, geralmente um homem vestindo um velho macacão coberto
de estopa ou pelúcia. Uma máscara de papel-machê
completa o visual.
Ursos Carnavalescos:
Polar de Areias - fundado em 1950
Preto da Pitangueira - fundado em 1957
Texaco - fundado em 1958
Branco da Mustardinha - fundado em 1962
Popular da Boa Vista - fundado em 1964
Minerva - fundado em 1969
BOI DE CARNAVAL
Apesar de serem figuras do ciclo natalino, os bois se transformam
no Carnaval e dão um colorido especial à folia carnavalesca.
Bois, Burras, Calus, Mateus, Catirina, Sebastião, Mané
Pequenino, Babau, sob o comando do capitão, no seu cavalo-marinho,
fazem a alegria dos foliões.
Bois do Carnaval:
Boi Misterioso - fundado em 1927
Boi da Cara Preta - fundado em 1950
Boi Teimoso - fundado em 1956
Boi Estrela - fundado em 1985
Boi Manhoso - fundado em 1986
COCO DE RODA
Dança popular do litoral do Nordeste brasileiro, tem influência
no batuque africano e bailados indígenas. A dança
é simples: forma-se uma roda, em que alguns participantes
fazem o sapateado no centro. O restante do grupo faz o canto entoado
e as palmas rítmicas. Os participantes do centro são
os solistas e escolhe quem serão os próximos a sapatear.
O ritmo também é simples, com um refrão entoado
pelo coro, acompanhado pelo pandeiro, ganzá e ingono (tambor).
O canto normalmente é improvisado, com exceção
do refrão, e envolve uma sucessão de versos e estrofes.
As outras variações são o coco de praia e o
coco de sertão.
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