| Se você é um daqueles foliões que costumam detonar
durante o Carnaval, é bom se prevenir. Afinal, as grande aglomerações,
as altas temperaturas e o consumo exagerado de álcool e de
alimentos de procedência duvidosa são responsáveis
por um considerável aumento no número de casos de distúrbios
respiratórios e gastrintestinais durante o reinado de Momo.
Além disso, o uso das pistolinhas de água e de produtos
como os sprays de espuma aumentam bastante a probabilidade de contaminação
por agentes biológicos e químicos, sendo comum o surgimento
de problemas oftalmológicos e de pele.
As contaminações por doenças infecto-contagiosas,
principalmente as transmitidas por vírus e bactérias,
também crescem consideravelmente, sendo comum os casos de
epidemias de gripe nas primeiras semanas após o Carnaval.
Doenças mais graves, como as sexualmente transmissíveis,
entre elas a gonorréia, a herpes e a Aids, também
apresentam, teoricamente, um aumento de incidência. Por isso,
na hora da folia tenha sempre à mão uma camisinha.
Bem menos graves, porém com incidências altíssimas,
as gripes pós Carnaval já são uma velha conhecida
dos foliões. O estado de debilidade imunológica, provocado
pelo desgaste físico, pela má alimentação
e pelos banhos de pistolinha favorecem a contaminação.
Muito embora os ambientes sejam abertos, a aglomeração
facilita a circulação do vírus, abrindo espaço
para as epidemias. A melhor forma de prevenir é manter uma
boa alimentação e evitar o contato direto com pessoas
que já desenvolveram a sintomatologia da gripe, além
de ingerir alimentos ou pastilhas ricas em vitamina C.
Muito comuns, principalmente pelo consumo de alimentos contaminados
e pela exposição às altas temperaturas, os
quadros diarréicos e as desidratações também
merecem uma atenção toda especial dos foliões.
O sol às 10 horas e a ingestão de alimentos preparados
nas ruas, como os churrasquinhos e os sanduíches, portanto,
devem ser evitados. Também são necessários
cuidados com as latinhas de refrigerante. Muitas apresentam contaminação
por coliformes fecais na área externa. Sem falar no risco
da leptospirose, transmitida pela urina do rato. O aconselhável
é lavar as latas com água e sabão.
Na hora da fome, dê preferência aos alimentos alimentos
fervidos ou que foram ao fogo, pois as altas temperaturas matam
os agentes contaminadores.
Ressaca deve ser levada a sério
A falta de limites durante o Carnaval, sobretudo quando se trata
da ingestão de bebidas alcoólicas, também tem
sido responsável por inúmeros casos de complicações
hepáticas, além da popular ressaca. Em alguns casos,
chega-se a desenvolver quadros de coma acoólico, sendo necessário
o socorro hospitalar e a aplicação de medicamentos
por via intravenosa. Os clínicos gerais alertam que as pessoas
que bebem devem evitar as misturas e procurar se manter bem alimentadas.
Já as que não estão acostumadas ao consumo
do álcool, devem beber com moderação, encerrando
a ingestão nos primeiros sinais de embriaguez.
Em caso de desmaios deve-se socorrer o paciente imediatamente,
levando-o a um pronto-socorro para as providências necessárias.
Nos casos de embriaguez mais brandas, o maior cuidado deve ser com
o vômito, pois pode provocar asfixia. Um banho frio e a ingestão
de remédio para o fígado ajudam a reverter o quadro.
No caso dos pequenos acidentes, sobretudo os cortes e contusões,
o mais indicado é lavar a região com bastante água
corrente e sabão, de preferência o sabão amarelo,
que é um excelente antisséptico.
Sol e água, combinação perigosa
Os longos períodos de exposição ao sol e o
contato acidental com água de procedência duvidosa
e com produtos químicos têm sido responsável
pela antecipação do fim da folia para muita gente.
Os casos de queimaduras solares e de inflamações e
irritações oculares têm crescido ano a ano.
De acordo com a dermatologista Rosana Albuquerque, o uso de protetor
solar é fundamental para quem pretende brincar na rua, mesmo
nos dias nublados. Os filtros evitam desde os chamados eritemas
(vermelhidões) às queimaduras de 1º e 2º
graus. "Além do uso de protetores com fator adequado
ao tom da pele, o folião deve fazer uso de chapéus
e vestimentas leves".
De acordo com a médica, as queimaduras leves e as pequenas
bolhas que envolvem pequenas áreas da pele podem ser tratadas
em pronto-socorros. Se as queimaduras são acompanhadas de
calafrios, dor de cabeça, febre e tontura, deve-se procurar
um serviço de urgência para um tratamento imediato
e mais intensivo.
No caso das conjuntivites, bastante comuns durante e após
o Carnaval, os cuidados devem ser redobrados. O oftalmologista Paulo
de Tasso Valença explica que existem dois tipos distintos
da doença. Uma de origem viral ou bacteriana e outra provocada
por contato com substâncias químicas. "Em ambos
os casos, a primeira providência é lavar os olhos com
água corrente, fazer compressa de água gelada e procurar
um oculista.
|