Discussão Colóquio aponta o cooperativismo financeiro como a melhor forma de investimento

Publicado em: 15/03/2019 21:28 Atualizado em:

Foto: Divulgação (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação
Ancorado pelo tema %u201CTendências econômicas no Brasil, Perspectivas e Investimentos%u201D, a cooperativa de crédito Sicredi Pernambucred realizou na última quinta-feira (14), no restaurante Spettus de Boa Viagem, um colóquio de economia para discutir o novo cenário político e econômico brasileiro e mostrar a um público diversificado, formado por empresários, investidores,, economistas, publicitários, administradores de empresas, profissionais de saúde, entre outros, a importância do cooperativismo financeiro e sua trajetória de ascensão como instrumento de desenvolvimento e transformação empreendedora.

Quatro renomados especialistas do mercado abordaram o tema, apresentando visões e perspectivas distintas diante do novo cenário político, trazido pelas eleições de 2018. Participaram do encontro, o jornalista de economia Fernando Castilho, os cientistas políticos Juliano Domingues e Priscila Lapa e o diretor executivo da Sicredi Pernambucred, Giovanni Prado.

O evento, organizado pela TMCE %u2013 Tatiana Marques Cerimonial e Eventos teve caráter socioambiental, com destaque para a neutralização do carbono e pela doação de todos os copos de plásticos utilizados no jantar em prol da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Pernambuco.

O jornalista Fernando Castilho coordenou os trabalhos da mesa de discursões e apresentou uma visão geral da economia brasileira, destacando o potencial de crescimento do país, as oportunidades e formas de investimentos, bem como o chamado fenômeno finatech como opção de negócios e as cooperativas financeiras brasileiras como importantes instrumentos de crescimento da economia. Castilho também apresentou, de forma prática, dados da economia brasileira fazendo um comparativo com a de outros países. %u201CO Brasil é a 9ª maior economia do mundo, maior inclusivo que a do Canadá. Aqui cabem o PIB de 4 Argentinas, 6 Chiles e 8 Portugal%u201D, comparou. Ele revelou que no Brasil não existe alavancagem bancária porque o sistema financeiro empresta menos da metade do PIB do país e que, atualmente, o cliente pessoa física toma mais crédito do que as empresas.

Na sequencia, o cientista político Juliano Domingues, que foi um dos nomes convidados para atuar como observador nas eleições americanos de 2018, abordou uma visão internacional do sistema sociopolítico e, destacou, a eleição vitoriosa do atual presidente Donald Trump. Mostrou, por sua vez, um fenômeno observado na eleição americana que se propagou por toda Americana Latina, com reflexos também no Brasil: o sentimento de mudança

da chamada %u201Cmaioria silenciosa%u201D, que garantiu a vitória de Trump, quando todas as pesquisas indicavam outro resultado. O mesmo aconteceu no Brasil com a vitória de Jair Bolsonaro.

A cientista política Priscila Lapa, por sua vez, destacou aspectos da última eleição brasileira. Em sua apresentação ela comentou sobre as últimas crises vividas pelo atual governo de Bolsonaro e como estas crises podem afetar não somente a política econômica do ministro Paulo Guedes, bem como as relações do Governo com o Congresso Nacional, o que poderia, inclusive, comprometer a votação da Nova Previdência, tão importante para os rumos da economia brasileira nos próximos anos.

O encontro além de servir como fonte de informações para aprofundar o conhecimento sobre a atual conjuntura sociopolítico-econômica do país, também destacou o papel que o cooperativismo financeiro exerce, contribuindo de forma relevante para a geração de emprego e ampliando a renda da população. O diretor executivo da Sicredi Pernambucred, Giovanni Prado, foi o último a falar e destacou, justamente, esse papel do cooperativismo como instrumento de transformação.

%u201CNosso trabalho consiste em captar recursos de associados e emprestar para associados das mesmas regiões. A permanência dos recursos no local impacta positivamente a comunidade, estimulando a geração de renda e o crescimento sustentável, com maior oferta de empregos, produtos locais e desenvolvimento econômico. Saber escolher de forma correta as novas alternativas de investimentos, que por sua vez serão aplicadas em atividades geradoras de renda, contribuirá para o compartilhamento da riqueza gerada para esta mesma comunidade, produzindo o que nós chamamos no cooperativismo de ciclo virtuoso%u201D, finaliza.

Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.


Últimas