rejeitos Lama percorreu área equivalente a 290 campos de futebol até chegar ao Rio Paraopeba

Por: Estado de Minas

Por: Luiz Ribeiro

Publicado em: 29/01/2019 21:50 Atualizado em:

Foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press
Foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press
Os trabalhos dos bombeiros para o resgate das vitimas da tragédia em Brumadinho são dificultados pela grande extensão do terreno coberto pela lama de rejeitos que vazou da Barragem B1 do Córrego do Feijão, da Vale. Antes de entrar na calha do Rio Paraopeba, o material se espalhou por 290 hectares, área equivalente a 290 campos de futebol, atingindo também comunidades próximas e áreas de cultivo. A informação foi divulgado no início da noite desta terça-feira pelo Governo do Estado, que faz o monitoramento do avanço dos rejeitos de minério. 

De acordo com os dados apurados, nesta terça-feira, pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), a lama de rejeitos minerais seguiu pelo Ribeirão Ferro-CarvãFaté desaguar no Rio Paraopeba, depois de percorrer cerca de nove quilômetros. Nesse trajeto, o material se espalhou por  aproximadamente 290 hectares. Depois, a lama passou a seguir a calha do Rio Paraopeba, informou a Semad. 
 
Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, ‘além da área administrativa da mineradora, foram diretamente atingidos bairros e comunidades próximas, pousadas,%u202Fáreas de cultivo, pastagens, além de estradas e vias rurais . 
 
Monitoramento da água 
O Governo Estadual informou que também está fazendo o monitoramento da qualidade da água e dos sedimentos no Rio Paraopeba e seus afluentes. A análise está sendo feita em 47 pontos. São 18 estações de monitoramento já existentes e outras 29 emergenciais, geridas em um esforço conjunto do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), da Copasa), do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e da Agência Nacional de Águas (ANA).
 
De acordo com a Semad, monitoramento contempla parâmetros básicos de qualidade de água (temperatura, oxigênio dissolvido, turbidez e pH), entre outros. O  monitoramento é feito desde  local do acidente, percorrendo o Rio Paraopeba à sua foz, até o reservatório da Usina Hidrelétrica Três Marias (no Rio São Francisco), por uma extensão de 335 quilômetros.
 
Analistas da Semad fazem o monitoramento da área atingida por meio da análise de imagens de satélite. Todos os órgãos ambientais que integram o Sistema Estadual de Meio Ambiente (Sisema) – Semad, Feam, Igam e IEF – trabalham para mapear a extensão do dano à fauna, à flora, aos recursos hídricos e ao ecossistemas em geral.  
 
Fauna e flora
O Governo do Estado informou que também realiza o  resgate da fauna impactada pela lama de rejeitos da barragem de Brumadinho. Os trabalhos são realizados por equipe técnica, em ação articulada com entidades dos governos Estadual e Federal. O serviço é feito ainda pela Vale, seguindo determinações em autos de fiscalização do Sistema Estadual de Meio Ambiente (Sisema).


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