Declaração Após prisões, diretor jurídico da Vale diz que empresa colabora com autoridades

Por: AE

Publicado em: 29/01/2019 14:39 Atualizado em:

Foto: Reprodução
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Após as prisões por homicídio qualificado, na manhã desta terça-feira (29) de cinco engenheiros que atestaram a segurança barragem 1 da mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, Minas Gerais, o diretor jurídico da Vale, Alexandre D’Ambrósio, gravou um vídeo comentando as operações de busca e apreensão ocorrida no interior da empresa, também nesta manhã, afirmando que determinou "colaboração total e irrestrita" com as autoridades. Segundo D'Ambrósio, a Vale enviou ao Ministério Público cópia de uma sindicância interna feita após o acidente.

"Antes mesmo da expedição de qualquer mandado judicial, estive pessoalmente em reunião com os Ministérios Públicos federal estadual em Minas Gerais para reafirmar o compromisso da Vale com apuração dos fatos. Além disso, nos colocamos à disposição das autoridades para prestar qualquer informação desejada", diz D’Ambrósio, no vídeo.

"Um exemplo disso: hoje, durante a busca e apreensão na mina de águas claras, em Minas Gerais, a autoridade policial solicitou que a empresa permitisse a extensão da diligência a outra mina, a mina de Mutuca. Embora pedido nem constasse na ordem judicial, a empresa prontamente concordou, facilitando o acesso das autoridades", declara o diretor.

"A vale é a maior interessada no esclarecimento das causas desse rompimento. A equipe jurídica iniciou ontem, já no primeiro dia útil após o acidente, a primeira fase de uma sindicância interna. Agora há pouco, essa mesma equipe compartilhou espontaneamente essas informações apuradas até o momento com as autoridades policiais do Ministério Público."

D'Ambrósio afirma ainda que, depois do acidente, enviou comunicação a todos os funcionários da empresa "determinando que sejam preservados todos e-mails, documentos e arquivos de qualquer espécie."

O diretor conclui dizendo que sua prioridade pessoal "e dos demais integrantes da diretoria da Vale" é "de fazer tudo que for possível para atenuar o sofrimento das vítimas e seus familiares".

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