Crime Assassinos de Marielle Franco podem ser presos até o fim deste mês, diz governador do Rio Wilson Witzel fez a afirmação em coletiva após reunião. Jornal O Dia apurou que existem indícios de que o crime teria sido cometido por servidores da Segurança Pública do Rio

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 12/01/2019 15:22 Atualizado em:

A morte da parlamentar e seu motorista completa 10 meses na próxima segunda-feira (14). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A morte da parlamentar e seu motorista completa 10 meses na próxima segunda-feira (14). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes está próximo de ser elucidado e os envolvidos no caso podem ser presos ainda em janeiro. A afirmação foi feita pelo governador Wilson Witzel (PSC) em entrevista coletiva após reunião com o secretariado neste sábado (12). O crime foi realizado no dia 14 de março do ano passado. As informações são do O Globo. 

"O caso Marielle está próximo sim de uma solução. Não tenho atribuição legal para olhar os autos do processo que estão sob sigilo. Só quem pode ter isso são os delegados lotados na delegacia com atribuição para investigar. A informação que eu tenho é a que a solução do caso e a prisão dos envolvidos talvez aconteçam até o final deste mês. Foi só essa informação que eu pedi, porque existe a questão da federalização. Então perguntei ao secretário (da Polícia Civil) a situação do caso, e ele disse que está próximo da elucidação. Agora, quem está envolvido, eu não sei", disse o governador. 

A morte da parlamentar e seu motorista completa 10 meses na próxima segunda-feira (14). A informação de que já há suspeitos identificados já havia sido confirmada no dia 9 de janeiro pelo delegado Antônio Ricardo, empossado diretor do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP).

Na ocasião, Ricardo afirmou que o caso da morte da vereadora já estaria elucidado, mas que ele quer terminar a investigação sem que haja a mínima margem de defesa para os envolvidos.

De acordo com o jornal O Dia, existem indícios de que o crime teria sido cometido por servidores da Segurança Pública do Rio de Janeiro, alguns na ativa e outros que já foram excluídos. Segundo fontes do governo ouvidas pelo veículo carioca, os criminosos fazem parte do grupo conhecido como Escritório do Crime e agiram nos moldes da Deep Web, zona da internet em que os usuários têm mais facilidade para manter o anonimato e cometer crimes.


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