Turismo Quanto custa passar um dia circulando por pontos turísticos de Lisboa?

Por: Marcionila Teixeira

Publicado em: 24/03/2019 11:08 Atualizado em: 24/03/2019 13:27

Passeio pelo centro histórico da capital exige pouco do seu bolso. Foto: wikimediacommons
Passeio pelo centro histórico da capital exige pouco do seu bolso. Foto: wikimediacommons
Quanto custa passar um dia circulando por pontos turísticos de Lisboa, em Portugal? No planejamento da viagem à Europa, a pergunta é indispensável para comprar euros suficientes antes de embarcar. As rotas de um dia podem ser inúmeras, assim como os preços, e aproveitadas durante escalas de longas horas na capital lisboeta ou no Portugal Stopover, quando o turista pode permanecer na cidade por até cinco dias e embarcar para outro destino sem precisar pagar outra passagem. Nesta matéria, relato apenas destinos escolhidos em cima da hora. No final, deu tudo certo e ainda voltei com lembrancinhas para parentes.

Como fiquei hospedada no bairro de Alcântara, bem perto de Belém, um dos principais atrativos de Lisboa, resolvi que poderia passar o dia em uma rota mais distante e, na manhã seguinte, visitar Belém antes de embarcar de volta para o Brasil. Peguei um ônibus a dois euros com destino ao Oceanário de Lisboa, que fica no Parque das Nações. Um percurso de cerca de 20 minutos feito em um coletivo confortável e com ar-condicionado. Os passageiros costumam ser atenciosos e dão dicas de onde descer.

Chegando ao destino, descubro que a entrada é salgada, 16 euros, mas vale a pena, principalmente para quem gosta do mar e para quem tem crianças. No lugar, me diverti com o peixe-lua; os pinguins, com os quais dificilmente terei novo contato; e com os tubarões, famosos na Praia de Boa Viagem, no Recife. Também amei conhecer os dragões-marinhos, descritos como “peixes de invulgar beleza”. A cada ambiente a temperatura vai mudando, como na parte alusiva à Mata Atlântica.

Do Oceanário, parti andando para a Telecabine Lisboa, no chamado Passeio das Tágides. Paguei uma passagem somente de ida a 3,95 euros. Apesar de não gostar de altura, me senti segura desta vez porque a cabine é toda fechada e a velocidade imprimida é muito lenta. A ideia é aproveitar para fazer fotos da paisagem que corta o Rio Tejo. A vista no pôr do sol deve ser ainda mais bonita.

Na descida da Telecabine, peguei um outro ônibus, ao custo de dois euros, para seguir de volta em direção ao Mercado da Ribeira, no Cais do Sodré. O espaço é famoso pela qualidade da culinária ofertada. Para quem está com pouco dinheiro, a proposta pode ser se alimentar nos restaurantes do lado de fora, onde é possível pagar 7,50 euros por um prato de bacalhau acompanhado de batatas cozidas e salada, e desembolsar mais dois euros por uma taça de vinho.

Depois de almoçar, decidi caminhar pelas ruas próximas. Dei logo de cara com diversas lojas de lembrancinhas portuguesas. Nesse caso, é bom pesquisar porque os preços das mesmas mercadorias variam entre elas. Comprei, então, dois ímãs de geladeira do famoso galo português, que também têm a função de abridor; duas pulseiras de couro e um cinzeiro decorado que também remete à cidade. Tudo por dez libras. O detalhe é que eles não fornecem papel de presente.

Depois de circular e apreciar a beleza dos prédios da região, bate a fome e decido lanchar um pastel de nata por 1,20 euro em uma lanchonete próxima. O doce, como se sabe, é uma grande atração da cidade. Importante também estar sempre bebendo água – uma garrafa de 1,5 litros custa 1,50 euro - porque a baixa temperatura dá a impressão de ausência de sede.

BOM, BONITO E BARATO Como ainda tenho euros, decido aumentar a lista de lembrancinhas. Em Lisboa, há vinhos de até dois euros em qualquer mercado. Adquiri, então, dois indicados por uma vendedora, ao custo total de 11,70 euros. A dica é levar uma sacola, pois elas não são fornecidas pelos comerciantes gratuitamente. A minha custou 0,10 euro.

Quem não está preparado para levar as garrafas na mala, pode adquirir vinhos bons e baratos nas lojas do próprio aeroporto de Lisboa, no dia do embarque de volta. Nesse caso, o produto deve ser levado na mão, dentro do avião. Já é noite e, na volta para o bairro de Alcântara, faço a opção de pegar um trem, chamado pelos portugueses de comboio, ao custo de 1,35 euros. Por sinal, as alternativas de transporte pública são inúmeras e todas de qualidade. Além dos comboios, há o metrô e o ônibus. Para quem preferir, tem o Uber e o táxi. O Uber, como no Brasil, custa mais barato. Ao final, calculei ter gastado 59,2 euros ao longo do dia. Fiquei satisfeita.
 
A repórter viajou a convite da TAP e do Governo de Pernambuco 
 


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