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Recife, 22/SET/2017

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Futebol » Preparando o caminho da Copa do Mundo da Rússia A um ano do início dos jogos do Mundial de Futebol, o Diario mostra o que há para visitar nas cidades-sedes da competição, que será realizada na Rússia

Manuela Cavalcanti - Diario de Pernambuco

Publicação: 03/07/2017 15:08 Atualização:

Palco da abertura, final e mais cinco jogos do Mundial, Estádio Lujniki (no Centro de Moscou) tem capacidade para 81 mil torcedores. Fotos: RussiaTourism.com/Reprodução
Palco da abertura, final e mais cinco jogos do Mundial, Estádio Lujniki (no Centro de Moscou) tem capacidade para 81 mil torcedores. Fotos: RussiaTourism.com/Reprodução


Que brasileiro é apaixonado por futebol, ninguém duvida. Mas será fácil encontrar algum que esteja disposto a atravessar o planeta para companhar os jogos da Seleção? Para quem sonha com isso, é tempo de se planejar, afinal falta menos de um ano para a Copa do Mundo da Rússia. A dificuldade de achar voos ou pacotes de viagens que contemplem toda a programação é um dos entraves para o torcedor que pretende viajar rumo ao hexacampeonato.

Em Pernambuco, as agências de viagens ainda não fecharam pacotes completos para o evento. No Brasil, a agência oficial chancelada pela FIFA que organiza pacotes de viagens para a Copa do Mundo 2018 é a Stella Barros Turismo. A empresa garante os bilhetes para as partidas - que terão as vendas iniciadas logo após a Copa das Confederações - além de oferecer passagens aéreas e hospedagem, incluindo serviços básicos e alimentação. O pacote (salgado) para assistir à primeira fase custa, por pessoa, aproximadamente R$ 14,6 mil com hotel, transfers, city tour e guias turísticos.

Para a Copa completa, os valores chegam a R$ 67 mil. No caso do Hospitality, equivalente ao pacote com ingressos, alimentação, e outros serviços básicos, o preço é de R$ 8,3 mil, para os três primeiros jogos, e R$ 36 mil para todas as partidas até a final do mundial. Além desses valores, ainda é preciso contar a passagem de ida e volta por R$ 4 mil, aproximadamente.

Ir por conta própria pode ser um caminho muito mais barato. O administrador de empresas recifense Leonardo Fitipaldi, 35 anos, é um dos torcedores que sempre faz essa opção: "Eu  prefiro pesquisar os preços de passagens, hospedagens e transportes sempre a parte. Os pacotes de viagens normalmente são muito caros e você consegue fazer isso com muito menos dinheiro e se programando bem, sabe?". A Copa do Mundo da Rússia será a terceira que ele irá acompanhar (já foi para a da África do e do Brasil), além de já ter marcado presença em outros eventos esportivos como as Olimpíadas (Londres e Rio de Janeiro) e a final da Champions League 2017, campeonato de times europeus, no País de Gales. Entre as dicas principais, está organização e pesquisa. Segundo ele, algumas etapas devem ser seguidas na hora de pensar o roteiro de viagem, sem deixar nenhum detalhe para ser resolvido no segundo tempo.

Leonardo Fitipaldi já foi a duas Olimpíadas, duas Copas e já se planeja para o torneio na Rússia. Foto: Arquivo Pessoal/Cortesia
Leonardo Fitipaldi já foi a duas Olimpíadas, duas Copas e já se planeja para o torneio na Rússia. Foto: Arquivo Pessoal/Cortesia


Por experiência própria, Fitipaldi prefere sempre comprar primeiro os ingressos do evento, assegurando o seu hobbie favorito: assistir à partida dentro do estádio. Depois, vem o planejamento da viagem, que envolve o passaporte e a compra das passagens aéreas. Segundo ele, tudo é muito concorrido e caro, por isso é fundamental ficar de olho em sites e aplicativos de viagens, como o Booking e o Trivago. Fitipaldi afirma que entre as opções de hospedagem, ele prefere buscar rede de hotéis mais baratos, como o Ibis.
"Eu me programo sempre para ir assistir aos jogos e também visitar a cidade. Quando rolaram as Olimpíadas no Rio de Janeiro, consegui visitar algumas cidades no interior fluminense", lembra Fitipaldi. Alinhar a programação do evento e conhecer novos locais não é um problema, inclusive, para ele, é até mais prazeroso. Outra decisão nas viagens é sempre ir acompanhado de um familiar ou amigos: “Viajar assim é bem mais legal, além de ser mais seguro".

Cálculos


O voo mais barato que liga o Aeroporto Internacional do Recife ao Aeroporto Internacional Domodedovo, em Moscou, é oferecido pela empresa aérea TAP Portugal, sendo cotado a partir de R$ 1.824, com saídas em junho de 2018 e conexão em Lisboa. Outros gastos que deverão ser levados em conta são os da hospedagem e da mobilidade no local. Na capital russa, por exemplo, a diária em um hotel mais simples - a poucos quilômetros da Praça Vermelha (cerca de 30 minutos do estádio Lujniki, onde grande parte dos jogos serão realizados) - custa a partir de R$ 99. Se optar por algo mais barato, existem albergues cotados a partir de R$ 20, segundo aplicativos de hospedagem, como o Trivago.

Em Moscou, a melhor maneira de locomoção é o transporte público. O metrô da capital está entre um dos mais eficientes e mais temidos pelos turistas, que podem encontrar certa dificuldade em entender as sinalizações subterrâneas. Uma dica para superar este desafio é estar sempre atualizado com aplicativos de transporte local. O “Metro Moscou Mapa” é um desses utilitários. Nele, há o mapa completo com os nomes de estações em português. O metrô circula diariamente, das 6h à 1h, e conta com 12 linhas, cada uma com uma cor diferente para facilitar o translado. Uma passagem custa 30 rublos (cerca de R$ 1,70).

Um detalhe importante também é que brasileiros não precisam de visto para entrar na Rússia durante um período de 90 dias, basta estar com o passaporte em dia. Mesmo durante a Copa do Mundo, o país europeu não exigirá a autorização de entrada para quem portar ingressos para os jogos.
 

+ Preços dos ingressos para a Copa do Mundo 2018

 
Abertura
US$ 220 (R$ 721)
US$ 390 (R$ 1.279)
US$ 550 (R$ 1.804)
 
Jogos de grupo
US$ 150 (R$ 344)
US$ 165 (R$ 541)
US$ 210 (R$ 688)
 
Oitavas de final
US$ 115 (R$ 377)
US$ 185 (R$ 606)
US$ 245 (R$ 803)
 
Quartas de final
US$ 175 (R$ 574)
US$ 255 (R$ 836)
US$ 365 (R$ 1.197)
 
Semifinal
US$ 285 (R$ 934)
US$ 480 (R$ 1.574)
US$ 750 (R$ 2.460)
 
3º lugar
US$ 175 (R$ 574)
US$ 255 (R$ 836)
US$ 365 (R$ 1.197)
 
Final
US$ 455 (R$ 1.492)
US$ 710 (R$ 2.328)
US$ 1.100 (R$ 3.608)
 
*Com dólar a R$ 3,28
** Mais baratos: arquibancadas atrás do gol/ Mais caros: setores no meio do campo


+Sete sedes que merecem a visita



MOSCOU
No coração da capital moscovita, a Praça Vermelha foi palco de execuções, de passeatas comunistas, serviu de passarela para desfiles militares soviéticos. Nela está exposto à visitação o corpo do líder da revolução russa, Vladimir Lenin. Mas, ao contrário do que se pensa, seu nome não é uma referência à cor símbolo do comunismo. Krasnaya Ploschad, como foi batizada em russo, pode tanto significar Praça Vermelha quanto Praça Bela. Sua atração mais conhecida, a catedral de São Basílio está para Moscou como a Torre Eiffel está para Paris. O templo foi construído por ordem de Ivan, o Terrível, para comemorar a retomada da cidade de Kazan do poderio dos tártaros. O Kremlin (fortaleza) de Moscou é hoje sede do governo russo e do Museu de Armas, mas serviu de residência aos czares. O robusto prédio sede da KGB é outra atração que chama atenção dos turistas e abriga um museu com objetos da Guerra Fria.



SÃO PETERSBURGO
À beira do Mar Báltico, a linda cidade nasceu de um sonho de grandeza do czar Pedro, o Grande, há mais de 300 anos. A aristocracia russa tinha pendores iluministas, falava francês e queria a sua própria Paris. Daí, surgiram palácios magníficos, jardins como o de Luxemburgo, igrejas que se assemelham ao Vaticano, belos acervos de arte. O Forte de São Pedro e São Paulo, construído para deter os ataques suecos no século 18, tem igrejas, túmulos e algumas das celas mais famosas da Rússia. Dois de seus museus são imperdíveis: o Hermitage (no antigo Palácio de Inverno), onde há 150 mil obras de artistas como Matisse e Kandinsky, e o de cera do Palácio Beloselski, que conta de maneira lúdica a história do país. A cidade é famosa também por seu ótimo jazz. Vá conferi-lo no JFC, enquanto saboreia as ótimas vodcas russas.



KAZAN
Uma das mais antigas cidades da Rússia, contará com seis jogos do Mundial. Se a Seleção Brasileira cair nos grupos C ou F jogará lá ainda na primeira fase. São 825 quilômetros até Moscou. De trem, são 11 horas de viagem, ou 1h15 de avião. A cidade abriga construções milenares como as muralhas da antiga Kazan, que serviu de barreira para o histórico cerco de Ivan o Terrível no século 16. Considerada uma metrópole atemporal, atualmente ela conta cerca de 30 das maiores e mais importantes universidades da Rússia, abrigando mais de 180 mil alunos de mais de 100 nacionalidades. Pelo Booking.Com, uma diária no período da Copa varia de R$ 55 a R$ 515. Entre as atrações turísticas, o Complexo Arquitetônico e Histórico do Kremlin de Kazan, a mesquita de Qol Sharif, a Catedral da Anunciação e o Templo de Todas as Religiões, estão entre os mais visitados pelos turistas.



NIJNI NOVGOROD
A sede mais próxima da capital russa tem o nome mais difícil de pronunciar: Níjni Novgorod (lê-se Ninjini Nougurrá) fica a 425 quilômetros a leste de Moscou. Criada em 1221, é a terceira mais antiga da Copa. Uma curiosidade é que, durante a Guerra Fria, servia como base das pesquisas secretas sobre armas nucleares e, por isso, o acesso era proibido a estrangeiros. Será sede de seis jogos. Se cair no grupo D, o Brasil jogará a segunda partida da primeira fase. A diária por aqui, no período da Copa, varia de R$ 85 a R$ 2,3 mil. Mas, por ser a mais próxima da capital, a facilidade de ficar em Moscou também é grande. Gasta-se pouco menos de cinco horas de carro ou de trem entre as duas sedes. Além da sede do governo, o Jardim Zoológico, o monastério Pechersky Ascension e o parque Shveitzariya, estão entre os pontos turísticos da cidade.



SARANSK
Relativamente nova, comparada com outras cidades russas, Saransk foi fundada em 1641 e conta com uma população de apenas 307 mil habitantes. Localizada no centro da Rússia, a cerca de 650 quilômetros de Moscou, terá quatro jogos da Copa, todos da primeira fase (o Brasil terá a terceira partida aqui se cair no grupo B). Para se hospedar na pequena cidade, o turista conta com diárias de R$ 35 a R$ 230. Quem resolver ficar, pode aproveitar para visitar os diversos museus da região, como o Museu da Cultura Folk de Mordóvia, o Kraevedcheskiy e o Museu de Arte Fina S.D. Erzia, além do parque Gorodskoy, do Zoológico local e, como boa cidade russa, da Catedral de Saranks.



KALININGRADO
Capital da província de mesmo nome, Kaliningrado tem 450 mil habitantes e está fora do território russo, a cerca de 600 quilômetros do resto do país (são cerca de 1.250km de Moscou). Fundada em 1255 pelos Cavaleiros Teutônicos — uma das ordens militares cruzadas vinculada à Igreja Católica —, fez parte da Polônia, da extinta Prússia Oriental e do Império Alemão até a Segunda Guerra Mundial, quando passou a fazer parte da antiga União Soviética. A cidade sediará quatro jogos da Copa, todos na primeira fase. As diárias nos poucos hotéis, verificadas pelo Booking.Com, variam de R$ 70 a R$ 280. Por ser no litoral, o lugar é repleto de belas praias. Mas se prepare, mesmo no verão a temperatura não ultrapassa os 20ºC e a quantidade de chuva é grande. Outro atrativo é a Catedral de Königsberg, do século 14 e que conta com duas capelas, uma ortodoxa e outra protestante.



ECATERIMBURGO
É a única sede da Copa do Mundo de 2018 na Ásia. Consequentemente, é a mais distante da capital, a cerca de 1.780 quilômetros. Sediará quatro jogos, todos da primeira fase. Para o Brasil jogar por lá, tem que cair no grupo C, onde a segunda partida seria na Arena de Ecaterimburgo. A cidade, fundada em 1723, é conhecida por ser palco da execução da família Romanov durante a revolução bolchevique, mais precisamente na Casa Itapiev. A construção foi demolida na década de 1920 e, na virada do milênio, deu lugar à Igreja do Sangue, construída em comemoração à canonização dos Romanov pela Igreja Ortodoxa Russa. Por causa da Guerra Civil e destituição da realeza russa, Ecaterimburgo foi renomeada para Sverdlovsk. Após o fim da URSS, voltou a ser chamada como antes.

 

(Com informações de Geison Guedes, Renato Alves e Eliane Moreira/Do Correio Braziliense)

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