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História » No sul da Jordânia, Petra guarda detalhes que revelam o estilo de vida de seus ricos fundadores Descobrir e explorar o complexo arqueológico da capital dos nabateus requer um dia de caminhada entre as incríveis formações geológicas

Bertha Maakaroun -

Publicação: 09/12/2016 08:35 Atualização: 09/12/2016 08:49

Petra é um destino que está entre os mais belos do mundo. Yuval Sigler/D.A Press (Petra é um destino que está entre os mais belos do mundo. Yuval Sigler/D.A Press)
Petra é um destino que está entre os mais belos do mundo. Yuval Sigler/D.A Press
 

Sul da Jordânia. Em meio à paisagem desértica que se perde no horizonte entre o Mar Morto e o Mar Vermelho, escarpas rosas emergem à altura de até 80 metros, cravando nas areias claras um estreito natural que se prolonga por pouco mais de um quilômetro. O chamado “As-Siq”, cânion daquele que um dia foi o leito de um rio temporário, guarda em sua entrada os resquícios de um arco monumental. Em passagens retorcidas, afunila-se lentamente numa estreita garganta, enquanto revela, suavemente, todas as características típicas da capital do império nabateu, edificada há mais de 2.200 anos: as bizarras formações geológicas, os terraços agrícolas, os canais de água recortados nas rochas coloridas, pequenas barragens e nichos devotivos esculpidos nas pedras calcárias.

Petra é um destino que está entre os mais belos do mundo. Deslumbre-se ao passar pelo cânion, no frescor desse ambiente mágico, protegido do calor característico da região. A caminhada pelo estreito leva o turista, subitamente, a um paredão. Neste, abre-se uma fresta por onde se insinua a monumental Petra, declarada patrimônio mundial pela Unesco. Mais alguns passos e saltará à vista o Al-Khazneh — o Tesouro, em tradução livre —, uma das preciosas joias dessa espetacular cidade.

Há muitas lendas e teorias explicativas para a origem e o propósito do monumento Al-Khazneh. Seria o “tesouro” referência ao faraó, aquele citado no Antigo Testamento, que perseguiu israelitas durante o Êxodo do Egito? Ou teria sido a tumba de reis nabateus datada por volta de um século antes de Cristo? Há quem defenda a ideia de que se trata de um templo dedicado à deusa Al Uzza, que seria a equivalente de Ísis do Egito. Ou há quem sustente que foi um templo dedicado ao deus nabateu das caravanas, She’a-alqum. O surpreendente é que pouco se sabe sobre Al-Khazneh, que marca de modo contundente a chegada à capital dos nabateus. É inquestionável, contudo, a variedade de estilos arquitetônicos e influências que mesclam elementos da cultura nabateia com a helenística e egípcia, reflexo de uma civilização de comerciantes que interagia com a África, Europa e extremo oriente, intermediando a venda de especiarias raras a um mercado de luxo, principalmente em Roma, na Grécia e no Egito.

Descobrir Petra, complexo arqueológico nomeado em 2007 como uma das novas sete maravilhas do mundo, requer um dia de caminhada ou sobre o lombo de um camelo ou de mulas. São mais de 10 quilômetros quadrados de monumentos — a maior parte deles esculpida nas rochas — espalhados por um vale que, a partir do primeiro século depois de Cristo, caiu sob a dominação romana.

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