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NATUREZA » O rio virou mar: não é preciso viajar até o litoral para curtir uma praia Em vários cantos do país, as orlas cercadas de água doce garantem a diversão de quem não pode alcançar a costa banhada pelo Oceano Atlântico

Iana Caramori - Especial para o Correio - Correio Braziliense

Publicação: 03/08/2016 10:23 Atualização: 02/08/2016 16:03

Praias de rio são diversão garantida para quem quer aproveitar dias de folga em águas tranquilas . Foto: Hildo Rocha Neto/Flickr
Praias de rio são diversão garantida para quem quer aproveitar dias de folga em águas tranquilas . Foto: Hildo Rocha Neto/Flickr

Com 12% da água doce do Planeta — a maior reserva do mundo —, o Brasil oferece opções de lazer que vão além dos mares. As praias de rio são diversão garantida para quem quer aproveitar dias de folga em águas tranquilas e não perdem para as praias tradicionais quando o assunto é beleza. Para praticar esportes, dar um mergulho e se aventurar pela natureza ao redor, o Turismo separou alguns destinos, em todos os cantos do país. Aproveite também as dicas de passeios na região.

Aruanã, Goiás
Entre maio e outubro — época em que as águas do Rio Araguaia baixam —, surgem as praias de água doce da região e, com elas, os acampamentos à margem do rio de mais de 2 mil km de extensão. Os esportes na água e nas areias estão garantidos, assim como a pesca. Nas praias mais próximas a Aruanã, a badalação é certa: luais, festas e shows não deixam ninguém parado. Outro passeio interessante no município goiano é o centro cultural, localizado na entrada da Aldeia Buridina, que expõe artefatos indígenas antigos e vende o artesanato do povo Karajá, como as bonecas de cerâmica Ritxoco. O centro cultural abre segunda, terça e de quinta-feira a domingo, das 8h às 11h e das 14h às 17h. Para chegar lá, partindo de Brasília, basta seguir pela BR-070 e percorrer cerca de 500km.

Jalapão, Tocantins
Foto: Marcel Favery/Wikimmedia Commons
Foto: Marcel Favery/Wikimmedia Commons

O Jalapão é um conjunto de cinco áreas de conservação ambiental. A região é um prato cheio para quem gosta de aventuras ao ar livre. Apesar de as trilhas e cachoeiras serem mais conhecidas, a prainha do Rio Novo também é uma ótima opção para aproveitar as belezas naturais do lugar. Rodeada pela mata, tem areia branca e água transparente. Dali, é possível esticar o passeio até a Cachoeira Velha. Conheça as belezas do Parque Estadual do Jalapão, de 34 mil km2, e visite o Fervedouro do Soninho, um poço de água cristalina e densa por causa da areia, o que impede o banhista de afundar. Siga para as Dunas do Jalapão, cercadas pelo paredão da Serra do Espírito Santo, que chegam a 40 metros de altura. O local é um dos melhores para apreciar o pôr do sol.

Pelotas, Rio Grande do Sul
Foto: Céres Mônica/Flickr
Foto: Céres Mônica/Flickr

A 10 minutos do centro da cidade, está a Praia do Laranjal, banhada pelas águas da Lagoa dos Patos. É possível aproveitar o local, que tem 2km de extensão, dando um mergulho, praticando esportes na água ou na areia ou caminhando. À noite, aproveite para dar uma volta no calçadão e para conhecer os bares e restaurantes que ficam na orla da lagoa. A cidade, que faz parte da Costa Doce, tem muitas atrações além da praia. No centro histórico, os casarões do século 19 na Praça Coronel Pedro Osório chamam a atenção, assim como o prédio da prefeitura e o Casarão Dois, que hoje abriga um centro cultural. De lá, siga para o Museu do Charque e conheça mais sobre o ciclo da carne salgada que trouxe riquezas para a cidade.

Santarém, Pará
Foto: Carlos Silva/CB/D.A. Press
Foto: Carlos Silva/CB/D.A. Press

Se não fosse pela falta de ondas, o Rio Tapajós poderia ser facilmente confundido com uma praia convencional. A areia branca na margem só contribui para criar o clima de beira do mar. As praias mais famosas estão no distrito de Alter do Chão: Ponta do Cururu, Ponta do Muretá, Pindobal e Ponta das Pedras. Mas a preferida é a Ilha do Amor, considerada o Caribe brasileiro por causa de suas águas cristalinas. De volta a Santarém, siga para alguns passeios que enaltecem a cultura da região. No Centro Cultural João Fona, por exemplo, está um acervo formado por cerâmicas indígenas e urnas funerárias dos índios Tupaiu. O edifício que abriga o museu é um casarão de arquitetura colonial brasileira, construído em 1868. O Museu Dica Frazão também vale a visita. Nele estão expostas as peças artesanais produzidas por Dona Dica, famosa artesã de Santarém.

Manaus, Amazonas
Foto: Mônica Harada/Divulgação
Foto: Mônica Harada/Divulgação

É na margem do Rio Negro que o manauara e o turista aproveitam a praia de água doce. Por causa do calçadão, anfiteatro e restaurantes com comidas típicas, a área oferece muito mais do que um mergulho nas águas mornas do rio. Não faltam monumentos históricos para visitar na capital amazonense. O Palácio da Justiça, de estilo renascentista, que abre seu espaço para exposições; o Teatro Amazonas, com suas visitas monitoradas; e o Palacete Provincial são apenas alguns dos prédios antigos que hoje recebem turistas. Aproveite o intervalo entre as atrações para saborear uma comida típica do norte no Mercado Municipal Adolpho Lisboa.

Bonito, Mato Grosso do Sul
Foto Praia da Filgueira/Divulgação
Foto Praia da Filgueira/Divulgação

A 14 km do centro está a Praia da Figueira, uma área privada que oferece — além do banho em águas doces —  várias opções de passeios e atividades. Biribol (esporte praticado dentro da piscina de fibra ou vinil, semelhante ao voleibol), stand up paddle, passeios de barco, quadriciclo, peladinho e bicicleta são apenas algumas delas. A entrada na Praia da Figueira é R$ 50 para adultos e R$ 35 para crianças de seis a 11 anos. O valor de algumas atividades não está incluído no ingresso. A Gruta do Lago Azul, de 60 milhões de ano, é um dos locais mais visitados da região. É possível conhecê-la em passeios em trilhas de uma hora e meia de duração. O Abismo Anhumas também é imperdível. A aventura começa com uma descida vertical de 72 metros. No fundo da caverna está um lago de águas cristalinas de 80 metros de profundidade e da largura de um campo de futebol.

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