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Bahia » Para fugir do comum, roteiro mostra lado inusitado de Porto Seguro O município no sul do estado esbanja tesouros em forma de atração turística e mostra que vai muito além da Passarela do Álcool e das barracas de praia onde o axé é protagonista

Rafaela Pancery - Especial para o Correio - Correio Braziliense

Publicação: 25/07/2016 10:22 Atualização: 25/07/2016 12:47

O patxohã é a língua falada na aldeia. Foto: Rodolfo Vilela Mtur/Divulgação
O patxohã é a língua falada na aldeia. Foto: Rodolfo Vilela Mtur/Divulgação

Uma adega subterrânea com decoração medieval, um campo de golfe entre os mais belos do mundo e um mar azul de águas mornas —  essas são algumas das muitas facetas de Porto Seguro, na Bahia, cidade com 140 mil habitantes e 17 aldeias indígenas em seu território. Além das famosas praias, do centro histórico e do axé, o município tem os distritos de Caraíva e Trancoso para atrair quem busca exclusividade e sossego.


Escolhido para receber a Tocha Olímpica neste ano, o destino aproveita a chegada das Olimpíadas para figurar entre os mais desejados do Nordeste. Segundo o Ministério do Turismo (MTur), as atividades turísticas serão a principal herança dos Jogos para as cidades brasileiras. No coração da Costa do Descobrimento, não será diferente.

O charme e ares cosmopolitas de Trancoso, a 47 km de Porto Seguro

Caraíva é o local indicado para desacelerar

A fórmula para o sucesso é feita de lugares incomuns. A começar pela Reserva Pataxó da Jaqueira. A língua falada por lá é o patxôhã, mas nem por isso os visitantes ficam perdidos. Ao longo do caminho, placas com palavras da língua ajudam na ambientação. Awery é a mais falada. Significa “obrigado”.

Os kijemes são as moradias tradicionais dos indígenas na Reserva Pataxó da Jaqueira. Construções lembram casas de pau a pique. Foto: Rodolfo Vilela Mtur/Divulgação
Os kijemes são as moradias tradicionais dos indígenas na Reserva Pataxó da Jaqueira. Construções lembram casas de pau a pique. Foto: Rodolfo Vilela Mtur/Divulgação

O nome é uma homenagem à jaqueira que fica no centro da aldeia. A planta parecia morta, mas voltou a viver de repente. “Assim como a cultura pataxó”, conta a cacique Nitynawã. “Nosso objetivo é preservar a natureza e a nossa cultura”. A área de 827 hectares abriga 96 pessoas. Na escola do local, as crianças aprendem a língua portuguesa e o patxohã. Os kijemes, parecidos com casas de pau a pique, são a moradia tradicional pataxó e podem ser vistos durante o tour. Os turistas se deliciam com o peixe assado na folha da patioba (tipo de palmeira), preparado na cozinha comunitária. Um dos melhores momentos da visita é o encontro com o pajé, que carrega a essência de amescla em uma panela de barro. Aquecida, a planta libera uma fumaça que promete curar problemas respiratórios.

Serviços

» Como chegar: de carro, pela BR-367, vá em direção a Santa Cruz Cabrália e vire à esquerda em frente à barraca de praia Barramares. Agende a sua visita.

» Onde ficar: Toko Village
O apart hotel mais charmoso da Praia do Mutá tem casas completas e confortáveis, ideais para ir com a família. A partir de R$ 299. 


» Onde comer: Hotel Solar do Imperador. A decoração da adega subterrânea é medieval e as paredes são de pedra, mas o contraste com o clima praiano é dos melhores. A comida também. Aberto para o jantar, é conhecido por sua atmosfera intimista, à meia luz.

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