• (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

AMÉRICA DO NORTE » Toronto, a maior cidade do Canadá, recebe imigrantes de todo o mundo A diversidade se comprova em cada esquina, onde se pode encontrar orientais, indianos, portugueses, sul-americanos e até canadenses nas ruas. Museus e lojas refletem essa multiculturalidade

Vinicius Nader

Publicação: 13/06/2016 09:29 Atualização: 07/06/2016 17:39

O mundo se encontra em Toronto. A cidade canadense recebe imigrantes de vários cantos do globo e isso aparece em cada esquina, quando encontramos orientais, indianos, portugueses, sul-americanos e até canadenses pelas ruas e no comando de táxis e lojas. Todo mundo se esforça para se entender nessa Babel do bem.

A diversidade cultural acaba refletida nas atrações da cidade, especialmente na variedade temática apresentada nos museus de Toronto. Os acervos contam a história do sapato, falam sobre cerâmica, abordam esportes e religião.

A ex-primeira-dama filipina Imelda Marcos se perderia nos três andares do Bata Shoe Museum, dedicado à história dos calçados. Lá, é possível conhecer a linha do tempo dos sapatos, desde quando eles eram apenas instrumentos de proteção para os pés até quando vieram os adicionais da estética e do status. Não ficam de fora sapatinhos de bebê, sapatilhas de ponta, calçados para neve e para o calor, e até uma estranha espécie de sandália para vacas. Isso sem falar na curiosidade de saber significados religiosos de calçados e de ver o que famosos como Justin Bieber, Elizabeth Taylor e Dalai-lama (sim… eles estão lado a lado!) levam nos pés.

O maior do país

O ROM Museum tem um impressionante acervo de história nacional. Foto: Tourism Toronto/Divulgação
O ROM Museum tem um impressionante acervo de história nacional. Foto: Tourism Toronto/Divulgação

Se a sua paixão é por história natural, vale uma passada pelo Royal Ontario Museum (ROM). O maior museu do país abriga acervo eclético. Chamam a atenção as galerias dedicadas a esqueletos de dinossauros, ovos e informações sobre esses fascinantes animais. Mas não é só isso: as galerias que apresentam a cultura oriental, com peças da China, da Coreia e do Japão de séculos passados, não deixam em nada a desejar. O local ainda recebe mostras itinerantes.

De temática inusitada, o Bata Shoe conta a história dos calçados. Foto: Tourism Toronto/Divulgação
De temática inusitada, o Bata Shoe conta a história dos calçados. Foto: Tourism Toronto/Divulgação

Sabe nosso amor por futebol? Pois é, no Canadá a bola é um tanto mais chata e é conduzida com o auxílio de um taco. Eles amam hóquei. Sem distinção de gênero ou idade, tem gente se divertindo no Hockey Hall of Fame. A parte histórica — com imagens de jogos importantes e uma galeria interminável de uniformes e adereços — divide espaço com uma interessante parte interativa na qual o público participa de simulações, joga uma partida similar ao nosso totó e ainda participa de uma mesa- redonda comentando lances de partidas. Entenda o esporte e corra para um pub para assistir a um jogo ao lado dos canadenses bebendo uma das várias cervejas produzidas no país. Vai ser, no mínimo, divertido!

Um pouco mais afastados do centro, mas igualmente procurados, estão o Aga Khan Museum, sobre a cultura islâmica; a Casa Loma, um castelo neoclássico que reúne vários estilos de arte; e o Gardier Museum, com a história da cerâmica.

A arte que nasce nas ruas
Foto: Vinicius Nader/CB/D.A. Press
Foto: Vinicius Nader/CB/D.A. Press

A arte não está apenas nas paredes das galerias e dos museus de Toronto. Muros, bueiros, lixeiras, portas servem como telas para grafiteiros soltarem a imaginação e sacudirem as latinhas de tinta em spray. A pluralidade de técnicas e temas chama a atenção, assim como as cores usadas. Parece não haver limite para pintar desde rostos humanos a desenhos abstratos e personagens de histórias como Alice no País das Maravilhas e os Angry birds.

Como manda o figurino do grafite, muitas das pinturas trazem uma mensagem por trás, não ficando apenas na estética. A igualdade sexual é um dos temas preferidos por lá.

Um olhar mais atento identifica os grafites pela cidade. Mas há tours nos quais os guias passam por regiões onde essa arte está mais concentrada e mostram ao turista o traço de cada grafiteiro. Alguns são feitos a pé e outros de bicicleta.

No ar e na água
Toronto também guarda surpresas para quem gosta da altura. São duas experiências na CN Tower. Você pode optar por subir na torre e andar pelo chão de vidro que proporciona uma visão de cima de Toronto.

Foto: Vinicius Nader/CB/D.A. Press
Foto: Vinicius Nader/CB/D.A. Press

Para os fortes, a ideia é mesmo fazer o Edgewalk pela torre. A uma altura de 356m, a beleza de Toronto e do lago Ontario ficam ainda mais evidentes. Com a ajuda de um guia e de equipamentos de segurança, o público pode fazer estripulias, como se pendurar na beiradinha da torre. Dá até para se ter dúvida: tremer mais de medo ou de frio? A dica é trocar a dose da sua bebida preferida por uma dupla de coragem, pois é feito um teste antes do passeio e não é permitido completá-lo em caso de ingestão de bebida alcoólica.

Bem pertinho da torre, na mesma praça, está o Ripley’s Aquarium of Canada. Exemplares da flora e, especialmente, da fauna marinha estão distribuídos nos mais de 5 milhões de litros de água no maior aquário daquele país. Alguns momentos do passeio chamam mais a atenção, como o incrível tanque destinados aos tubarões. São exemplares de vários tamanhos. Outro momento que vale a pena o registro são as águas- vivas, vistas numa espécie de show psicodélico.

O aquário não é só para ser visto. A área interativa — e também as atividades espalhadas por todo o museu — garantem um extra ao passeio. Especialmente quando somos convidados a passar a mão em peixes e arraias ou quando sentimos como seria tocar numa medusa.

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »

Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.



Últimas