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Conheça aplicativos criados que investiram em inovação O mundo tecnológico abre portas para ideias inovadoras que, além de facilitar a vida das pessoas, dão lucro

Ana Carolina Alves - Correio Braziliense

Publicação: 03/08/2017 14:42 Atualização:

André Miguez, Mario Biondo e Hugo Monteiro (embaixo): rede social para quem gosta de futebol. Foto: Laís Nova/CB
André Miguez, Mario Biondo e Hugo Monteiro (embaixo): rede social para quem gosta de futebol. Foto: Laís Nova/CB


Com a vida adulta e a chegada das responsabilidades, ficou cada vez mais difícil para o jovem empresário Mario Biondo, 24 anos, ter tempo para jogar bola. Alugar o campo, reunir os jogadores e encontrar times adversários eram fatores que atrasavam o processo, que na teoria deveria ser simples. Ao pensar em uma maneira de facilitar a pelada, ele e três amigos, também empresários, André Miguez, 24 anos, e Hugo Monteiro, 28, resolveram criar o iFut: uma rede social para quem joga bola. O aplicativo está previsto para ser lançado em 16 de setembro, mas o site já está funcionando. “Os amigos e parentes dizem que somos loucos em ter largado os empregos para acreditar no iFut, mas apoiam o projeto”, conta Mario. 

Segundo a Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), 71,17% da população acessam a internet. Destes, 51,18% acessam pelo computador de casa e 17,97% pelo celular. Porém, apesar do número parecer pequeno, os smartphones são usados diariamente pelos brasileiros, principalmente para acessar aplicativos. Segundo a pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box – Uso de apps no Brasil, realizada pelo site Mobile Time e pela empresa Opinion Box, 94% dos brasileiros que possuem smartphones já instalaram algum app no dispositivo. 
 
O economista Matheus Portela explica que o mercado de aplicativos deve ser visto como um catalizador do comércio e facilitador das relações humanas, sendo uma extensão da própria internet. “Construir uma renda sólida com aplicativos já é uma realidade. A perspectiva de crescimento do setor é evidente, uma vez que, mais do que acompanhar as mudanças no perfil das pessoas, é ele quem molda uma sociedade que depende cada vez mais de soluções rápidas e otimização dos recursos escassos”, esclarece o economista. 
 
Indicações pagas
 
Amante de gastronomia e tecnologia, o publicitário Wellington Braga, 41 anos, resolveu incrementar sua renda mensal juntando as duas paixões. “Como meus amigos sempre me pediam dicas de bons restaurantes, veio a ideia de montar um aplicativo que pagasse em dinheiro as indicações do usuário. Como publicitário, sempre percebi uma necessidade dos clientes de mensurarem os resultados dos investimentos feitos em marketing”, conta ele. Lançado a pouco mais de 30 dias, a base de usuários da ferramenta cresce cerca de 9% ao dia. Empresas como Pizza Hut, Bartolomeu e Gordeixos já se associaram ao app, o qual já rendeu, mensalmente, de R$ 30 a R$ 180 para seus usuários. 
 
Para a jovem empresária Jéssica Behrens, 25 anos, não foi a paixão que alavancou sua ideia, e sim a crise econômica e um desafio pessoal. Durante um ano, ela se propôs a se desfazer de pelo menos um objeto por dia, para, no final, ter 365 coisas a menos. O objetivo era ter um estilo de vida mais minimalista. No processo, ela teve dificuldade em se conectar com amigos e vizinhos interessados nos produtos, e então surgiu a ideia do Tradr, apelidado de "Tinder para produtos". O usuário cria sua própria loja e então troca, compra ou vende seus pertences que não interessam mais. 

Jéssica Behrens, criadora do aplicativo Tradr, apelidado de "Tinder para produtos". Foto: Sofia Lima/Divulgação
Jéssica Behrens, criadora do aplicativo Tradr, apelidado de "Tinder para produtos". Foto: Sofia Lima/Divulgação


“O app constrói uma rede social de economia colaborativa e liga amigos e vizinhos por meio de objetos usados, dando uma cara nova para as tradicionais feiras de trocas e brechós”, explica a empresária. A ferramenta já possui mais de 100 mil usuários, e a jovem garante que não pretende parar por aí. “Empreender é uma constante aventura. É trilhar o próprio caminho e se desafiar o tempo todo para crescer cada vez mais e ir cada vez mais longe. É arriscado, mas amo e acredito no poder de transformação do empreendedorismo na sociedade. Eu não conseguiria ser de outra forma”, conta, entusiasmada. 
 
Cautela
 
Contudo, o economista Matheus Portela alerta que é preciso ter cuidado e cautela antes de lançar uma idéia. Segundo ele, a falta de regulação e barreiras de entrada no mercado de aplicativos dá a falsa impressão de que existe uma oportunidade fácil de se alcançar o sucesso. “É comum que vários jovens tenham a mesma ‘ideia brilhante’ de aplicativo repetidas vezes, sem que qualquer uma delas seja bem sucedida. Nem toda boa ideia é capaz de ser viabilizada e gerar receitas de forma consistente e satisfatória”, adverte. 
 
Os criadores do iFut, assim como muitos jovens empreendedores brasileiros, sonham em conquistar o Brasil com sua ideia. Para Mario Biondo, o engajamento social, político e a facilidade de informação são fatores singulares da geração, que favorecem o empreendedorismo. Apesar disso, ele admite que o caminho não é fácil.  “O começo é complicado devido à falta de experiência e recursos financeiros. Ao invés de buscarmos estabilidade para o futuro, arriscamos no nosso sonho e temos um  propósito de impactar diretamente a vida das pessoas”, desabafa o jovem. 
 
Saiba mais: Segundo o economista Matheus Portela, existem três formas diferentes de se comercializar um aplicativo:
 
> Entendê-lo como um produto em si, onde o próprio aplicativo tem valor para o usuário. É o caso do WhatsApp, Waze, Tinder e Snapchat;
> Usá-lo como um veículo para se comercializar um produto ou serviço que excede o mundo virtual - nesses casos, o app muitas vezes funciona como um intermediário - como Uber, Airbnb e Ifood;
> Utilizá-lo como uma plataforma adicional para alguma empresa, como o Internet Banking. 

Três perguntas para o coordenador nacional de startups digitais e integrante da Unidade de Atendimento Setorial de Comércio e Serviços (UASCS) do Sebrae nacional, Marcio Marques Brito:
 
Por que os jovens têm procurado novas alternativas para conseguir renda, entre elas, a criação de aplicativos?
A massificação dos dispositivos móveis potencializou a expansão do uso de aplicativos, que é um dos caminhos a seguir. A facilidade de acesso e uso faz que essa naturalmente seja uma solução mais próxima da realidade das pessoas. Além disso, aplicações como internet das coisas, games, redes sociais e e-commerce são alternativas viáveis.

Qual seria o passo a passo para criar um aplicativo?
O principal é que o aplicativo resolva um problema real. Tirar uma ideia do papel, compreender e sair para a execução que considera fortemente o olhar do cliente. Ouvir o cliente é essencial para o sucesso de um aplicativo. Atualmente, está cada vez mais fácil desenvolver um app, o que agrega valor é este aplicativo ser necessário.
 
Teria alguma dica para quem quer começar?
Informação e validação são dois pontos que precisam estar no radar desde o início do projeto. Atualmente, a internet disponibiliza um grande número de dados e conteúdos que precisam ser levados em consideração quando pensamos no desenvolvimento de um negócio. Além da ideia, o seu dia-a-dia compreenderá uma série de outras demandas que precisam ser apreendidas para a gestão e o crescimento. Além disso, a validação com o cliente é premissa para quem quer começar.

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