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Negócio » Uma em cada quatro startups fecha com menos de um ano Confira dicas de empreendedores para combater as estatísticas

Fernanda Borges - Estado de Minas

Estado de Minas

Publicação: 27/04/2016 15:50 Atualização: 27/04/2016 15:39

A grande falha é que muitas não fazem uso da tecnologia, informação e inovação para atender uma demanda significativa.
Foto: Jump Brasil/Reprodução.
A grande falha é que muitas não fazem uso da tecnologia, informação e inovação para atender uma demanda significativa. Foto: Jump Brasil/Reprodução.

Sobreviver ao primeiro ano é um grande desafio para a maioria das empresas. No caso das startups não é diferente. Uma em cada quatro startups fecha com menos de um ano de funcionamento, segundo divulgado pela Fundação Dom Cabral. Outras 50% param de funcionar depois de menos de 4 anos. No total, 75% das startups fecham o negócio com menos de 13 anos em atividade.

De acordo com o analista do Sebrae, Haroldo Santos Araújo, a capacidade de sobrevivência das startups brasileiras tem que partir de um conceito que dê sustentação e de uma demanda latente. "O empreendedor tem que desenvolver um conceito muito claro, que tenha sustentação e justificativa e entender qual a necessidade que será atendida", disse.

Segundo o especialista, a grande falha é que muitas não fazem uso da tecnologia, informação e inovação para atender uma demanda significativa. "Elas (startups) não sabem qual problema está resolvendo e como o mercado vai absorver o projeto. Muita gente tem ideia de que quem paga é quem consome', completou, ressaltando que a maioria da receita das startups não vem dos clientes ou usuários das plataformas e sim das negociações feitas com empresas parceiras.

Qual a receita para o sucesso dos projetos?
Muitos profissionais de TI concordam que relacionamento entre os sócios, volume de capital investido e uma boa equipe representam os principais ingredientes. Matheus Godinho, um dos fundadores da startup Risü, (considerado um shopping do bem) é um dos adeptos da metodologia de startup enxuta, que permite a redução de custos e mais eficiência. "Acreditar na ideia é o ponto, porque mercado vai ter, mas uma boa e enxuta equipe é fundamental para conseguir resultados ", disse.

Com pouco mais de um ano, a empresa, fundada em março de 2015, já transacionou mais de R$ 450 mil em vendas e tem uma base com mais de 5 mil clientes ativos. Também já opera em quatro estados brasileiros (MG, RJ, SP e RS). Neste ano de 2016 a startup já apresenta um crescimento de mais de 400%, se comparado ao ano de 2015.

Por meio de um sistema de Cashforward, as compras realizadas no site se transformam em doações para instituições sociais. A plataforma atua em parceria com 170 lojas online e a cada compra realizada, parte da comissão que a startup recebe vai para a instituição social escolhida pelo próprio consumidor. "Somos um shopping do bem que tem a intenção de hackear um pouco o consumismo", resume Godinho. Segundo ele, o consumidor pode encontrar produtos mais baratos do que o mercado. "O cliente economiza comprando com desconto e ainda ajuda uma instituição social", finaliza.

Outra startup que colhe os frutos de um bom planejamento e que também já passou por perrengues é a Hotmart, hoje, líder na distribuição de produtos digitais da América Latina. João Pedro Resende, CEO e cofundador criou a empresa juntamente com dois amigos de faculdade. "Nós queríamos desenvolver “apps” conectados à internet, jogos multiplayer, e soluções baseadas em geolocalização", disse. No entanto, a empresa fechou as portas dois anos e meio depois de ser implantada. Nesse post, João conta todo o processo até atingir o sucesso: a startup conta com 500 mil usuários e possui mais de 40 mil produtos cadastrados. Além disso, mais de 1 milhão de pessoas já compraram um produto digital através da plataforma Hotmart, em mais de 150 países. "Se eu puder ajudar um empreendedor a melhorar as coisas à sua volta, já terei ficado satisfeito", afirma.

Dicas do empreendedor:

Valide antes de dar "all in"
Antes de comprometer um grande investimento de tempo e/ou dinheiro em determinado negócio, valide a ideia em uma escala menor. Você não deve aumentar a velocidade do negócio sem antes descobrir se está indo na direção certa.

Não se apegue a uma ideia que não funcionou
Um erro comum é o empreendedor insistir em algo que ele já percebeu que não funcionou como ele esperava, só porque ele já investiu muito tempo e dinheiro ali. Isto normalmente acontece quando o empreendedor pulou o passo #1 ("Valide antes de dar all in"). O quanto antes a pessoa conseguir pivotar e ajustar a ideia para testar uma nova hipótese, melhor. Você deve se apegar ao resultado, e não a hipótese.

Não espere que as pessoas resolvam os problemas por você
No seu primeiro ano você terá muitas oportunidades para dar desculpas: "Ah, mas eu não tenho investimento", "Ah, mas eu não tenho tempo", "Ah, mas meu funcionário não faz isto direito". Você deve ter ciência que absolutamente tudo é sua responsabilidade e cabe a você tomar as ações para ajustar o curso do negócio à medida que as interferências e barreiras vão surgindo.

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