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Calor » Cuidados ao levar o pet para a praia ou piscina Não se esqueça de que o organismo dos animais funciona de maneira diferente do nosso e pede cuidados específicos no verão

Correio Braziliense

Publicação: 31/01/2017 09:56 Atualização: 30/01/2017 17:13

Lorena Fortes levou o fiel amigo Luke Skywalker, um maltês de 2 anos, para curtir com ela as férias no litoral do Piauí. Foto: Arquivo pessoal
Lorena Fortes levou o fiel amigo Luke Skywalker, um maltês de 2 anos, para curtir com ela as férias no litoral do Piauí. Foto: Arquivo pessoal

O verão é um convite para fazer atividades ao ar livre. Se você tem um animal de estimação, a companhia dos bichos é uma combinação perfeita para o momento. Pode ser em um passeio na rua, no parque, uma viagem à praia ou um mergulho de piscina. Porém, para aproveitar cada minuto com esses amigos, em temporada de clima quente, é preciso ter cuidado.

A veterinária Talita Borges conta que o primeiro passo é hidratar bem o animal. A quantidade de líquido a ser ingerido varia muito, pois depende de fatores como a umidade registrada no dia, a alimentação e algumas características individuais. “O mais importante é manter água limpa e à vontade. Troque-a várias vezes ao longo do dia e a deixe em um local onde possa permanecer fresca e fria”, explica.

Segundo o veterinário Gustavo Seixas, a quantidade recomendada para cada cão é de aproximadamente 60 ml diários, por quilo de peso. Já os gatos têm a preferência por águas correntes. “Aqueles recipientes com bomba de água, que promovem circulação constante, podem ser um atrativo para os bichanos”, sugere o especialista.

A jornalista Lorena Fortes tem sempre a companhia do fiel amigo Luke Skywalker, um maltês de 2 anos. Juntos, curtiram há poucos dias as férias no litoral do Piauí. Luke estava bem preparado para enfrentar o calor nordestino. Na bagagem dele, havia protetor solar, garrafinha de água personalizada, colete salva-vidas, óculos de sol, roupão e toalha de banho. “Ele fica doido com o mar. É a segunda vez que vai à praia”, conta Lorena.

Luke foi bem preparado para enfrentar o calor nordestino: protetor solar, garrafinha de água personalizada, colete salva-vidas, óculos de sol, roupão e toalha de banho. Foto: Arquivo Pessoal
Luke foi bem preparado para enfrentar o calor nordestino: protetor solar, garrafinha de água personalizada, colete salva-vidas, óculos de sol, roupão e toalha de banho. Foto: Arquivo Pessoal
Lorena não deixa Luke mergulhar sozinho nem mesmo na piscina. Quando ele quer entrar na água, ela sempre o acompanha. Logo após a diversão, ela dá um banho completo no pet, sem esperar que os pelos sequem sozinhos, para evitar fungos. “Muitas pessoas não dão banho no cachorro depois de levá-lo ao mar ou à piscina. Isso pode causar vários problemas. Eu só o deixo molhado enquanto estamos na praia, mas quando volto para casa, dou banho e seco”, conta.

Longe do litoral, Lorena não descuida dos cuidados com Luke em dias de sol muito forte. Ela costuma levá-lo frequentemente para passear, mas, em horários que o asfalto não esteja muito quente. “Só saio quando o chão não está quente, para não queimar as patinhas dele”, acrescenta.

Aliás, essa é uma das preocupações dos veterinários. Quando o asfalto está quente, de fato, pode machucar as patinhas dos bichos. “O chão quente pode causar queimaduras nos coxins (almofadinhas das patas). Nesse caso, a queimadura não aparece imediatamente e pode demorar alguns dias até que se notem alterações no local”, alerta o veterinário Gustavo Seixas. Os cuidados valem também para a diversão na areia. A orientação é que, quando o sol estiver a pico, o ideal é passear na grama ou nas calçadas com sombras. Quando o animal estiver na praia ou perto da piscina, vale a mesma regra de manter o bicho em local fresco.

Mais que sombra e água fresca
Os cães não têm um sistema de transpiração como o do humano. Para isso, eles adotam uma respiração ofegante. Funciona assim: o ar passa pela língua, seca a saliva e, isso baixa a temperatura do sangue que circula pelo corpo. Os felinos, por sua vez, eliminam calor, principalmente, por meio das patas e, claro, pela respiração. Por isso, observe quando esses animais estiverem respirando com a boca aberta, pois pode ser sinal de dificuldade respiratória. Outra dica é evitar expor o gato ao sol nos dias quentes e não deixá-lo se esconder em lugares abafados. Manter o ambiente arejado, com boa ventilação e até ar-condicionado também ajuda os bichanos a se refrescarem nas altas temperaturas.

Cães das raças braquicefálicas, ou seja, com o focinho curto, devem receber uma atenção maior, porque eles sentem mais os efeitos do calor. “Buldogues e pugs sofrem com o estresse e a hipertermia (temperatura corpórea elevada). Eles podem ter obstruções respiratórias que dificultam a inspiração e a troca de calor, o que é agravado com a obesidade”, esclarece a veterinária Talita Borges.

Animais com pelagem densa também passam por dificuldades no verão, como o husky siberiano, o malamute do alasca, o chow chow e o são bernardo. Entre os gatos de pelagem comprida, os persas e os himalaios são os que mais sentem quando a temperatura sobe. Por isso, é comum pensar que o animal peludo está sofrendo com o calor e que tosá-lo resolve o problema.

“Todo mundo acha que o animal está morrendo de calor por eles usarem aquele ‘casaco de pele’. Mas algumas raças, como spitz, golden retriever e os felinos, em geral, não têm indicação de tosa. Para os que têm pelagens longas, como o shih tzu e yorkshire, indico optar pelo tamanho médio dos pelos”, orienta a veterinária Talita.

Isso porque os bichos não transpiram pela pele como os seres humanos. Isso faz com o que a compensação térmica deles seja diferente da nossa. Nesse caso, o pelo serve como isolamento térmico e protege contra queimaduras e câncer de pele quando há excesso de exposição solar. Inclusive uma das recomendações dos veterinários é aplicar protetor solar específico antes da exposição ao sol.

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