Especial Rede social vira vitrine para quem trabalha com confeitaria Com foco em fotos bem produzidas aplicativo Instagram ajuda na divulgação do trabalho de boleiros e boleiras

Por: Katarina Bandeira

Publicado em: 13/05/2016 14:11 Atualizado em: 13/05/2016 20:54

Divulgação ajuda a profissionalizar quem cozinhava apenas por hooby. Fotos: Instagram/Reprodução
Divulgação ajuda a profissionalizar quem cozinhava apenas por hooby. Fotos: Instagram/Reprodução

Quem possui o Instagram, aplicativo de compartilhamento de fotos, já deve ter se deparado com muitas fotos de bebidas ou refeições. O que era para ser apenas entretenimento tem se tornado uma verdadeira vitrine de confeitaria para usuários que resolveram transformar a ferramenta em espécie de cartão de visitas profissional. Boleiras e boleiros utilizam o aplicativo para exibir e negociar os trabalhos como uma forma de economizar em propaganda e de manter a autonomia do negócio. Os seguidores e clientes são conquistados pelas fotos, apetitosas e bem produzidas.

De acordo com pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) entre outubro de 2015 e março de 2015, 54% dos lares brasileiros localizados em áreas urbanas têm acesso a internet. Entre os usuários, mais de 70% utilizam aplicativos sociais. É o caso de Camila Heráclio, de 21 anos. A garota, que aprendeu sozinha a cozinhar e começou vendendo brigadeiro para ajudar nos jogos olímpicos da escola, é seguida por 47 mil pessoas na rede, a Camila Heráclio Cake Shop. Com uma demanda de 30 a 40 bolos por semana, largou o emprego para se dedicar integralmente a produção feita em casa.

“O Instagram ajuda completamente na minha divulgação. É bom porque o pessoal marca os amigos nas fotos e eles acabam seguindo e passando a diante”, afirma. No catálogo virtual dela, o bolo mais simples, de tamanho médio (aproximadamente dois quilos), custa R$ 60. Outros com massa de brownie aparecem a partir de R$ 70. Os mais caros, de três andares, com coberturas especiais e decorados com flores ou bolinhas de brigadeiro, chegam a R$ 285. Os populares mais populares são com massa de brownie e recheio de leite ninho, além de clássicos, como chocolate e bem casado.

A divulgação via rede social diminui os custos com espaço físico, como lojas e cafeterias. Bióloga, Jéssica Pires une a profissão com a confeitaria: ela cria bolos cuja principal característica é a delicadeza das flores de açúcar e outros elementos da natureza. “Eu sempre gostei de fazer bolos, era meu hobby. Aprendi com minha avó. Como a procura foi aumentando, resolvi me dedicar à confeitaria e o Instagram ajuda por ser muito mais rápido para a visualização dos bolos”, explica a boleira. Ela cobra a partir de R$ 130 por quilo.

Festas para crianças também podem ser organizadas pelas redes sociais, em perfis como os de Michellyne Ponte e Vânia Elihimas. “Meu forte são os temas infantis e para eles o sabor mais pedido é sempre o de chocolate”, comenta Michellyne, que trabalhava como representante comercial e largou tudo quando começou a se popularizar após a utilização da rede social. “O Instagram é a ferramenta principal”, afirma. Outros que também fazem bonito na internet são os perfis de Marri Doceria, Mana Bolos e até mesmo o chef Thiato Freitas, à frente do restaurante Budhakan, no Pina. Todas as encomendas podem ser feitas através da rede. Muitas delas não oferecem entrega em domicílio.


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