Troca Após queda de cantor, Legião Urbana muda todo o repertório da turnê ao vivo

Por: Ketheryne Mariz

Publicado em: 18/05/2019 05:59 Atualizado em: 19/05/2019 00:23

Da esquerda para direita: Dado Villa-Lobos e André Frateschi. Foto: Igor do Ó/Divulgação
Da esquerda para direita: Dado Villa-Lobos e André Frateschi. Foto: Igor do Ó/Divulgação

Quem esperava por um show mais do mesmo na turnê do Legião Urbana pelo Recife foi surpreendido no Classic Hall. Após a terceira música da banda, André Frateschi, cantor que acompanha os músicos da formação original da banda na turnê XXX anos, caiu do palco e bateu com o tórax. O acidente afastou o cantor do show e fez com que os veteranos mudassem todo o repertório da noite. Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá revezaram cantando o setlist improvisado. Plateia aprovou a seleção das músicas.

Mesmo com a queda e sumiço de André, a banda deu continuidade ao show. "Vamos tocar a música preferida do Renato Russo: Giz", disse Dado ao iniciar uma das letras mais conhecidas do CD “O Descobrimento do Brasil”, que não faz parte da turnê dos 30 anos. Repertório previsto para o show incluia apenas os álbuns Dois (1986) e Que País é Este? (1987).  
 
Ainda na base do improviso, o guitarrista pediu ao público para que escolhessem uma música, então, a plateia começa a gritar palavras de ordem contra o atual presidente Jair Bolsonaro e a banda inicia "Que País é Este?". O repertório improvisado fez com que muitas vezes o público comandasse as canções. O coral fervoroso que abafava, por vezes, as vozes dos artistas, também os ajudavam a entrar no tempo certo das músicas. 


No palco, Frateschi é inquieto, além de cantor, ele também é ator. A forte presença de palco fez com que o sumiço dele não passasse despercebido pelo público. O "desaparecimento" originou burburinhos até que Dado informou que, apesar da queda, o cantor estava bem e voltaria ao palco. 


A queda de  Frateschi serviu como termômetro para quem ainda duvidava do tamanho do artista. Cerca de uma hora depois de cair, ele voltou ao palco e foi ovacionado pelo público.

"Foi um tombaço. Estou juntando minhas forças para fazer um show para vocês, quando na verdade deveria estar fazendo uma radiografia", brincou o cantor. Aparentemente, tomado por dores, ele ainda cantou mais dois sucessos: Andrea Doria (Dois) e Angra dos Reis (Que País é Este?). Após a segunda canção, agradeceu e saiu rumo a uma emergência.

  

Vestindo a camisa da sua banda favorita, o fã José Henrique Bezerra Fonseca, 35 anos, que já tinha visto uma turnê recente, contou que apesar do acidente com André Frateschi, as músicas cantadas de forma aleatória trouxeram mais diversidade de álbuns, o que o agradou. 


”Eu não cheguei a ver o que aconteceu com o André, mas ele  é muito bom. Principalmente por ser original. Ele canta bem e não tenta fazer um cover do Renato Russo. Fiquei na expectativa dele voltar. Mas por causa do acidente, a banda cantou músicas que não cantariam do disco 4 e 5, que são álbuns que gosto. Escuto Legião Urbana desde os 7 anos", afirmou. 

 

Além de Giz, também foram improvisados sucessos como Teatro dos Vampiros (V), Será (Legião Urbana), Vento no Litoral (V) e Geração Coca-Cola (Legião Urbana). A banda encerrou as duas horas de show com a música Tempo Perdido. 

 

 Em nota, as produtoras do evento informaram que foram prestados os primeiros socorros logo após a queda e que o próprio cantor teria afirmado que estava bem e apto para voltar ao palco. Após cantar, ele seguiu ao hospital para fazer os devidos exames. Neste sábado, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá estarão reunidos para apresentação do show em Fortaleza.

 

Humberto Gessinger
O gaúcho e ex-vocalista da banda Engenheiros do Hawaii, Humberto Gessinger, abriu o show para a banda. Com um repertório de quase duas horas. Ele  dividiu o tempo entre os novos e antigos sucessos. Pra ser Sincero, Dom Quixote, Somos Quem Podemos Ser, Pra Caramba e Sua Graça fizeram parte da setlist. 

 

Nos primeiros acordes da música Refrão de Bolero era perceptível que, para o público, algumas canções nunca envelhecem. A psicóloga Rayanne Morais afirma que o show do ídolo superou as expectativas.

“O show ta sendo perfeito, bem melhor do quem imaginei Sou muito fã de Humberto e ele nunca decepciona. Cada ano fica melhor. Gosto de rock desde a minha adolescência e essas bandas de hoje marcaram uma etapa muito boa da minha vida. Esse é um dia histórico q eu não podia jamais deixar de presenciar", avaliou a psicóloga.



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