TV Game of Thrones: 3° episódio traz batalha épica, mas sem surpresas dramatúrgicas Novo capítulo da oitava temporada encerrou a guerra entre vivos e mortos que, até então, dava a tônica do show

Por: Cecília Emiliana - EM Cultura

Publicado em: 29/04/2019 10:37 Atualizado em: 29/04/2019 10:38

Arya Stark, grande heroína do episódio. Foto: HBO/Divulgação
Arya Stark, grande heroína do episódio. Foto: HBO/Divulgação
Quem ainda tinha expectativas de que Game of Thrones retomasse as grandes guinadas narrativas que outrora enlouqueceram os fãs da série, certamente, perdeu as esperanças hoje. Exibido neste domingo (28), o terceiro episódio da oitava temporada não trouxe nenhuma surpresa dramatúrgica - tendência que se anunciava desde os últimos capítulos da 7ª fase. Nem por isso, tratou-se de um show morno. Com 82 minutos de duração, a grande batalha de Winterfell compensou a economia nas reviravoltas com um espetáculo de ação de tirar o fôlego, protagonizado sobretudo por mulheres. 

As linhas a seguir contém spoilers. 

O episódio começa com os guerreiros de Daenerys Targaryen (Emilia Clarke) e Jon Snow (Kit Harington) já em posição de batalha. Ainda nas primeiras cenas, uma surpresa: a feiticeira Melisandre (Carice van Houten) aparece para reforçar o exército de Winterfell com suas magias. O auxílio dela é valioso. É Melisandre, afinal, quem salva a tropa dos vivos no primeiro momento de tensão da peleja. Encurralados pelo numeroso bando do Rei na Noite (Vladimir Furdik), os soldados de Danny e Jon batem em retirada para o castelo. Tudo parecia perdido, até que Melissandre invoca o Senhor da Luz e, com isso, acende uma grande trincheira de fogo, que queima algumas centenas de caminhantes brancos, salvando o bonde dos humanos. 

A pequena Lyanna Mormont (Bella Ramsey) - menina de apenas doze anos que lidera a Ilha dos Ursos, um dos muitos territórios do Norte de Westeros -, foi outro destaque do combate. Corajosa, ela mata, sozinha, um dos três gigantes convertidos em zumbis pelo Rei da Noite ao fim da 5ª temporada. A valentia, no entanto, acaba custando-lhe a vida, já que a imensa criatura a esmaga com as mãos. 

Exército dos vivos em posição de combate para encarar a tropa de zumbis do Rei da Noite na Grande Batalha de Winterfell. Foto: HBO/Divulgação
Exército dos vivos em posição de combate para encarar a tropa de zumbis do Rei da Noite na Grande Batalha de Winterfell. Foto: HBO/Divulgação
Enquanto isso, nos céus, Daenerys protagoniza, ao lado de Snow, o esperado confronto dragões de fogo (Drogon e Rhaegal) versus dragão de gelo (Viserion, transformado em morto-vivo no penúltimo episódio da 7ª temporada). Foi bem menos emocionante do que prometia ser. As cenas se limitaram a alguns segundo de troca de baforadas quentes e frias. Danny, aliás, não demonstrou muita comoção durante o reencontro com o “filho perdido”.

Focada na luta, a mãe dos dragões estava mais interessada em torrar o Rei da Noite. Assim que teve oportunidade, tratou de mandar seu monstrengo cuspir poderosas labaredas para cima dele. Saldo da investida: um total de zero arranhão no vilão gelado que, àquela altura, parecia invencível. 

Nas criptas Winterfell, Tyrion Lannister (Peter Dinklage), Lorde Varys (Conleth Hill), Sansa Stark (Sophie Turner), entre outros personagens poupados da batalha, viviam seu próprio inferno. O QG subterrâneo não demorou a ser invadido pelos caminhantes brancos, o que culminou no óbito de Beric Dondarrion (Richard Dormer), o caolho que morreu e ressuscitou várias vezes durante a série, graças à invocação do Senhor da Luz, divindade da qual era devoto. A partida dele, agora, foi definitiva. “Beric sobreviveu até aqui para cumprir uma missão. Ela terminou”, explicou Melissandre, seguidora da mesma religião que o guerreiro. 

Heroína
Os momentos decisivos da grande batalha de Winterfell ficaram para os cinco minutos finais do episódio. Sem perder tempo com duelos, o Rei da noite tratou de ir atrás de seu grande alvo: Brandon Stark (Isaac Hempstead-Wright), o Corvo dos Três Olhos que representa toda a memória de Westeros. Bran já o esperava nas proximidades da Árvore-Coração, protegido por Theon GreyJoy (Alfie Owen-Allen) - homem que, ironicamente, tentou matá-lo na 2ª temporada, ao invadir Winterfell. 

O líder dos mortos-vivos não levou meio segundo para matar Theon. O que ele certamente não imaginava é que a valente Arya Stark (Maisie Williams) apareceria aos 45 minutos do segundo tempo para cravar-lhe uma bela facada no peito com seu punhal de aço valiriano (um dos poucos materiais capazes de dar cabo aos mortos-vivos). 

Eliminado o perigo da noite eterna, resta aos sobreviventes mais uma guerra - desta vez, contra Cersei Lannister (Lena Headey), pelo domínio dos sete reinos de Westeros. Já aos espectadores, restam expectativas e muita ansiedade para saber como a série que acostumou o público com generosas doses de reviravoltas e curvas inesperadas manterá o mesmo nível de atratividade, agora que seu maior conflito (vivos versus mortos) chegou ao fim. 

Balanço de mortos
Veja quem se despediu da série neste episódio

Eddison Tollett, que morreu ao salvar Samwell Tarly
Lyanna Mormont, pequena lady que matou um gigante
Beric Dondarrion, esfaqueado na cripta ao salvar Arya Stark
Theon Greyjoy, morto pelo Rei da Noite ao defender Bran Stark
Rei da Noite, morto por Arya Stark
Sir Jorah, assassinado no campo de batalha protegendo Daenerys
Melisandre, que assumiu sua verdadeira forma (a de uma mulher muito idosa) e morreu naturalmente, ao fim da batalha


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