música Dire Straits Legacy: Para matar a saudade dos bons tempos

Por: Emannuel Bento - Diario de Pernambuco

Publicado em: 05/04/2019 08:59 Atualizado em:


A DSL procura sempre agregar músicos que atuaram em turnÊs e álbuns do Dire Straits ao longo de 18 anos. Foto: Projeto/Divulgação/ Mariagrazia
A DSL procura sempre agregar músicos que atuaram em turnÊs e álbuns do Dire Straits ao longo de 18 anos. Foto: Projeto/Divulgação/ Mariagrazia
O punk estava em seu auge quando a banda Dire Straits surgiu, em 1977, formada por Mark Knopfler (guitarra e vocais), seu irmão David Knopfler (guitarra), John Illsley (baixo) e Pick Withers (bateria). Contrariando as tendências da época, o grupo decidiu trabalhar com a sonoridade do rock clássico e ganhou um público imenso, atingindo a marca de 100 milhões de cópias vendidas, com destaque para Brothers in arms (1985). Eles atuaram até 1995, quando Mark decidiu seguir em carreira solo e produzir trilhas-sonoras para filmes.

Os admiradores do grupo ficaram órfãos de repertório ao vivo até 2009, quando surgiu o Dire Straits Legacy (DSL), uma “banda de homenagem” que não tenta ser a original, mas também não atua como uma “cover” tradicional. Eles fazem show no Recife hoje, a partir das 22h, no Teatro Guararapes, em Olinda, com a Tour 2019. O projeto tem formação móvel, modelo parecido Ringo Starr and His All-Stars Band, em que o ex-baterista dos Beatles realiza turnês pelo mundo.

A DSL procura sempre agregar músicos que atuaram em turnês e álbuns do Dire Straits ao longo de seus 18 anos de vida. Atualmente, é composta por Alan Clark, tecladista que gravou o antológico Brothers in arms, Phil Palmer (guitarra e voz), que integrou o Dire Straits de 1990 a 1992, Jack Sonni (guitarra), que participou entre 1985 a 1988, e o saxofonista Mel Collins, membro de 1983 a 1985. O renomado baterista Steve Ferrone (bateria) Trevor Horn (baixo), Marco Caviglia (voz e guitarra) e Primiano Dibiase (teclados) completam o time de estrelas. Knopfler, dono da voz que construiu a identidade do Dire Straits, não participa.

Legado da banda continua vivo
“A ideia começou com Marco Caviglia, ele é um aficionado de Mark Knopfler e está à frente da banda. Ele nos comprou de volta gradualmente, começando em 2009, e organizou um show perto de Roma na Itália. Junto com John Illsley, Alan Clark, eu (Phil Palmer), Chris White e Danny Cummings, todos os ex-membros do Straits”, explica Phil Palmer, que tocou no álbum On every street (1991) e na sua turnê mundial. “Foi um experimento, mas ficamos surpresos quando 10 mil pessoas compareceram ao show. Ficou claro que o legado dos Dire Straits ainda estava muito vivo”.

Depois de levar o projeto para muitos outros países nos anos seguintes, os músicos começaram a perceber que era algo com que realmente valia a pena continuar. “Aqui estamos, 10 anos depois e o legado continua vivo. Nós fizemos o nosso próprio álbum de músicas originais e continuamos a desfrutar de grande sucesso com o formato”, continua Palmer, guitarrista que já integrou a banda de Eric Clapton.

O setlist do show inclui todos o clássicos do Dire Straits, com versões estendidas de Sultans of swing - talvez o maior sucesso do grupo no Brasil -, Telegraph road, Private investigations, Money for nothing e So far away. “Os arranjos de palco destas músicas são como jornadas musicais e é encantador compartilhar esta atmosfera com o público que sente a emoção e o drama das maravilhosas canções de Knopfler”, diz Phill. 

As músicas citadas, inclusive, são as que mais causam alvoroço no público latino.

Serviço
Dire Straits Legacy em Tour 2019
Onde: Centro de Convenções de Pernambuco (Av. Prof. Andrade Bezerra, S/N, Salgadinho, Olinda)
Quando: hoje, às 21h30
Quanto: R$ 294 (plateia especial central), R$ 264 (plateia especial lateral), R$ 244 (plateia alta central), R$ 224 (plateia alta lateral) e R$ 184 (balcão)
Informações: (81) 3182-8020



Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.


Últimas