Dança Alunos da rede estadual apresentam espetáculo 'Navio Negreiro' no Teatro Apolo, nesta terça-feira Em cena, 35 estudantes participantes do grupo de dança Fulores de Palco retratam a luta e a resistência dos povos africanos

Por: Samuel Calado - Redes Sociais

Publicado em: 03/12/2018 18:27 Atualizado em: 03/12/2018 19:19

O espetáculo retrata a resistência e a importância da cultura negra na formação da identidade brasileira. Foto: Gil Menezes/SEDUCPE
O espetáculo retrata a resistência e a importância da cultura negra na formação da identidade brasileira. Foto: Gil Menezes/SEDUCPE

O grupo de dança Fulores de Palco, da Escola de Referencia em Ensino Médio de Beberibe (EREMB), apresenta na tarde desta terça-feira (04), o espetáculo Navio Negreiro no Teatro Apolo, no Recife Antigo. A peça é livremente inspirada no poema homônimo de Castro Alves e será apresentara às 15h. Ela retrata a história de resistência dos africanos escravizados no Brasil e a importância da cultura negra na formação da identidade do país. 

No palco, cerca de 35 estudantes se revezam entre as coreografias no tempo de uma hora para revelar o cotidiano das aldeias africanas, a realidade dos navios negreiros, as crenças e os ritmos afros. Dança, musicalidade e teatro de sombras dão luz à encenação nascida no laboratório de artes da EREMB, situada na Zona Norte do Recife. Para a execução do trabalho, o grupo contou com a parceria da ONG Somos Professores.Org em 2017, que possibilita aos educadores fazer uma vaquinha virtual para captação de recursos financeiros para a realização de projetos pedagógicos. 


O Fulores de Palco nasceu em 2011 com o objetivo de unir a dança, o conhecimento e o protagonismo juvenil. Nesse período de atividade, o grupo já apresentou uma série de espetáculos em teatros dentro e fora de Pernambuco. Todo trabalho é fruto da dedicação intensiva das professoras Ediane Cavalcanti (Ed. Física) e Lilian Kellen (Artes) que elevam o projeto a um passo muito mais largo em termos de atividade escolar. 

Lilian explica que além das técnicas corporais, os estudantes são convidados a refletirem sobre as questões sociais e projeto de vida. “É uma questão de conscientização, o projeto possibilita aos alunos o contato e a discussão sobre as identidades. Não somos apenas uma montagem coreográfica. No Fulores, o espetáculo é fruto de um longo processo de pesquisa e aprendizagem. Para chegarmos à essência do Navio Negreiro, realizamos pesquisas bibliográficas e consultamos diversos materiais audiovisuais para reforçar o conhecimento sobre a temática”, explica. 

Canto, percussão e dança dão luz à peça. Foto: Foto: Gil Menezes/SEDUCPE
Canto, percussão e dança dão luz à peça. Foto: Foto: Gil Menezes/SEDUCPE

A apresentação - restrita aos convidados e comunidade escolar - celebra também a culminância das atividades realizadas pelo projeto durante o ano, especialmente no mês de novembro, onde são vivenciadas diversas ações sobre identidade negra e questão racial. Oportuniza também o conhecimento sobre a parte estrutural de um teatro. “Ninguém imagina que existem tantos profissionais envolvidos com a produção de um espetáculo", ressalta. Nesta terça, tanto os participantes do espetáculo quanto os estudantes da escola irão conhecer na prática como é o funcionamento e a dinâmica para que a mágica do espetáculo aconteça. Para além das salas de aula, o projeto reforça a importância de ir ao teatro para prestigiar o artista e sua obra. 



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