TV Em O Sétimo Guardião, Aguinaldo Silva volta ao realismo mágico Novela escrita pelo pernambucano que estreia nesta segunda-feira, na Globo

Por: Viver/Diario - Diario de Pernambuco

Publicado em: 12/11/2018 11:50 Atualizado em:

A direção artística é de Rogério Gomes, com direção-geral de Allan Fiterman. Foto: João Cotta/Divulgação
A direção artística é de Rogério Gomes, com direção-geral de Allan Fiterman. Foto: João Cotta/Divulgação

Contrariando a tradição das novelas da 21h da Rede Globo, O sétimo guardião sairá dos grandes centros urbanos com uma trama baseada no “realismo mágico”, gênero literário latino-americano que surgiu como uma resposta à literatura fantástica européia. Após Porto dos milagres (2001), essa será a segunda obra desse tipo escrita pelo pernambucano Aguinaldo Silva, que criou Serro Azul, local que aparenta ser uma pacata cidade de interior, mas guarda vários segredos sobrenaturais em torno de uma fonte d'água com propriedades rejuvenescedoras e curativas. Com núcleo principal composto por Bruno Gagliasso, Marina Ruy Barbosa, Lílian Cabral e Tony Ramos, o folhetim estreia nesta segunda-feira (12), às 21h25, com a tarefa de substituir Segundo sol.

A direção artística é de Rogério Gomes, com direção-geral de Allan Fiterman. Para idealizar o universo mágico, Aguinaldo Silva se inspirou no município de Carpina, Zona da Mata de Pernambuco, onde nasceu e cresceu. O principal enfoque do enredo será um grupo de sete guardiães que possuem a missão de proteger essa fonte da juventude. São eles: Eurico (Dan Stulbach), o mendigo Feliciano (Leopoldo Pacheco), o médico José Aranha (Paulo Rocha), o delegado Joubert Machado (Milhem Cortaz), a esotérica Milu (Zezé Polessa), a cafetina Ondina (Ana Beatriz Nogueira) e o solitário Egídio (Antonio Calloni), o guardião-mor.

Fazendo jus ao termo “mágico”, o fio condutor da trama é o desaparecimento de um gato chamado Léon, animal de estimação do guardião-mor Edígio. Para o dono, o acontecimento soa como um sinal de que sua morte se aproxima e Léon foi em busca daquele que ocupará seu posto. O gato vai, misteriosamente, parar na cidade de São Paulo e cruza com Gabriel (Bruno Gagliasso), o futuro sétimo guardião - daí vem o título do folhetim - e filho de Valentina Marsalla (Lilian Cabral), uma importante empresária do ramo de cosméticos.

Após isso, o rapaz desiste de um casamento que estava programado e decide ir para Serro Azul, mesmo sem nunca ter ouvido falar do local. Ao chegar, sofre um acidente e é socorrido por Luz (Marina Ruy Barbosa), uma professora recém-formada que possui uma forte relação com o gato Léon. Do encontro, nasce uma história de amor que esbarra em um dos grandes dilemas da história: Gabriel terá que escolher entre o amor de Luz e sua missão de ser o novo guardião-mor da fonte.

Ainda nos primeiros capítulos, um outro obstáculo aflige Serro Azul. Valentina Marsalla, mãe de Gabriel, chega na cidade na procura do filho e acaba descobrindo a existência da tal “fonte da juventude”, enxergando no aquífero uma oportunidade para tirar seus negócios do vermelho. Aguinaldo, conhecido por criar antagonistas marcantes, promete uma "supervilã". Olavo (Tony Ramos), um empresário milionário, Laura (Yanna Lavigne), Louise Marie (Fernanda de Freitas), Sampaio (Marcello Novaes) e Marcos Paulo (Nany People) são alguns dos outros personagens que compõem a trama.

ENTREVISTA
Aguinaldo Silva, roteirista

Como surgiu a ideia de escrever O sétimo guardião?
Quando comecei a pensar nesta novela, me veio essa questão do valor da água e o fato de que, em breve, ela vai se tornar o bem mais precioso do planeta. Ao mesmo tempo, eu já vinha tendo a vontade de retornar ao realismo mágico, então criei essa fonte protegida por sete guardiães e a história de amor de Luz e Gabriel.

Por que você decidiu voltar ao realismo mágico após 17 anos?
Comecei a perceber que a realidade estava ficando dura demais. Nenhuma ficção poderia competir com isso. Além do mais, me divirto nesse estilo, onde tudo é possível, onde o escritor é senhor absoluto dos acontecimentos. Onde, se eu quiser, posso fazer até um carro voar. E, quando percebo que o espectador acreditou nessas ideias, a sensação é boa demais.

O público tem muita curiosidade sobre suas vilãs. Como será Valentina Marsalla?
Eu não gosto de personagens que são vilãs porque são más apenas. Eu acho que a vilã tem que ter sempre uma motivação. Além disso, para que ela não fique pesada e pavorosa, tem que ser bem-humorada. Valentina será uma supervilã, com essas características.

Como está sendo repetir a parceria com Rogério Gomes?
Sempre dei muita sorte com os diretores que tive em minhas novelas. Paulo Ubiratan era um gênio, o Wolf também. E o Papinha não é propriamente um diretor, mas um cúmplice. Ele entende perfeitamente o que quero dizer no texto e procura, não apenas ser fiel a isso, mas criar em cima disso.

Como foi a escalação de elenco para a novela?
Não penso muito nos atores antes de ter a história e os perfis escritos. No caso de O sétimo guardião, havia atores com quem eu gostaria de trabalhar, independentemente da história, como a Maria Ruy Barbosa e a Lília Cabral, além do Tony Ramos, que até então nunca tinha estado em nenhuma obra minha. Da mesma forma que, ao longo da escalação, alguns acabam sendo uma grata surpresa, como a Nany People, que eu não havia pensado lá no início, e estou muito feliz em ter no elenco.

No geral, o que o público pode esperar da novela?
Nessa novela tudo pode acontecer. E aguarde, porque, em geral, acontece.


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