Cinema O Doutrinador, um caçador de políticos brasileiros, chega nas telona No filme dirigido por Gustavo Bonafé, empresários e políticos serão caçados pelo protagonista, sedento de ação e sangue

Por: Ricardo Daehn - Correio Braziliense

Publicado em: 26/10/2018 10:31 Atualizado em:

No filme dirigido por Gustavo Bonafé, empresários e políticos serão caçado; Foto: O Doutrinador/Divulgação
No filme dirigido por Gustavo Bonafé, empresários e políticos serão caçado; Foto: O Doutrinador/Divulgação

São Paulo (SP) — Se na vida real, até a estreia do filme O Doutrinador, em 1º de novembro, o destino político do Brasil já estará selado; na ficção do longa-metragem, que explora máculas governamentais do país, tudo se mostra surpreendente e inusitado. No filme dirigido por Gustavo Bonafé, empresários e políticos serão caçados (sem trocadilhos) pelo protagonista, sedento de ação e sangue.

No enredo, Miguel (Kiko Pissolato) é um agente federal revoltado com a penúria do país, durante período eleitoral. Adaptada do universo dos quadrinhos criados por Luciano Cunha em 2008, que, segundo ele, "ficaram na gaveta durante um tempo", a narrativa do HQ ganhou incontável legião de fãs, na internet, dada a postagem de material inédito, em março de 2013 — cerca de três meses antes de maciças manifestações que tomaram a rua.

"O filme é uma catarse total", comenta Gabriel Wainer - corroteirista e criador, ao lado do quadrinista, da ideia de levar os quadrinhos para outras mídias. "A identificação com o personagem veio de pessoas igualmente revoltadas com a situação, como eu. O fenômeno de O Doutrinador é fácil de explicar: as pessoas já adoravam, mesmo ainda quando eu rascunhava o material dos quadrinhos. É uma obra que extravasa nossa ojeriza e indignação com o cenário", comenta o criador Luciano Cunha.

"O doutrinador não incita a violência", observa o roteirista Wainer que ressalta o poder do cinema como válvula de escape social. Fazer ferver o Congresso Nacional é apenas uma das missões do Doutrinador, em cena simbólica do longa. Concebido como uma marca multiplataforma, o filme originou app game, card game e colecionáveis, além de desembocar em série de tevê (a ser exibida pelo canal Space). Na primeira temporada, teve orçamento de mais de R$ 8 milhões.

"Serão oito episódios na tevê, na série que foi gravada junto com o filme. Foi o grande e pioneiro desafio nesta linha, no Brasil", conta Luciano Cunha, enquanto Gabriel Wainer ressalta a "engenharia complexa para administrar filme e série".

Para quem não conseguiu alcançar a esgotada edição do HQ, Luciano Cunha destaca a pré-venda de novo material (em www.lojadouniverso.com.br). "A nossa última tiragem, depois da divulgação do filme, esgotou rapidamente. A gente está reimprimindo. A última edição trará um compilado com as três edições publicadas até hoje: do material de 2013 até Dark Web, passando por Apocalipse BSB, e ainda terá um material terá 30 páginas do making of do filme", conclui.

O repórter viajou a convite da produção do filme.



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