PORTOMÍDIA Estesia Convida se encerra com shows e debates A produtora e atriz Paula de Renor (que passou 17 anos no Janeiro de Grandes Espetáculos) e André Brasileiro (do Festival de Inverno de Garanhuns) debatem sobre democracia e cultura

Por: Viver/Diario - Diario de Pernambuco

Publicado em: 16/10/2018 08:05 Atualizado em:

Proposta do projeto é construir uma dramaturgia musical que dialogue com outras linguagens artísticas. Foto: Branco Produções/Divulgação
Proposta do projeto é construir uma dramaturgia musical que dialogue com outras linguagens artísticas. Foto: Branco Produções/Divulgação

Com uma série de shows e debates interativos, a segunda edição do evento Estesia Convida chega ao fim nesta terça-feira (16), a partir das 19h, no Portomídia, no Bairro do Recife, com ingressos vendidos por R$ 15, disponíveis através do site Sympla e na bilheteria do local. Para o encerramento da temporada, a presença do ator pernambucano Irandhir Santos era esperada. Porém o artista foi convidado a participar da campanha do candidato à Presidência Fernando Haddad (PT) e não poderá comparecer ao evento. 

Para substituí-lo, a equipe do Estesia convidou a produtora e atriz Paula de Renor, que, ao longo dos seus 17 anos de carreira, produziu o Janeiro de Grandes Espetáculos, e André Brasileiro (do Festival de Inverno de Garanhuns), para debater sobre democracia e cultura. “Encerrar mais uma temporada, nesses dias que atravessamos, é nossa maior vitória. É presenciar o Estesia vivo, como corpo político que acredita na arte, na educação e pesquisa continuada como ferramentas de luta na construção de um povo mais solidário e menos violento”, diz Carlos Filho, vocalista do Estesia. 

Além de Carlos, que assume voz e guitarra, o grupo é formado por Miguel Mendes (baixo, sintetizadores e programações), Tomás Brandão (guitarra e programações) e Cleison Ramos (iluminação cênica). A proposta do projeto é construir uma dramaturgia musical que dialogue com outras linguagens artísticas e analisar os modelos de criação de shows de música, ressignificando o papel do artista e do público, principalmente pelas possibilidades abertas com a cultura digital.

“A premissa do espetáculo é ser aberto e multilinguagens. Nós nunca repetimos um show. Sempre tem uma cena nova, um convidado novo. Já tivemos atores, escritores, músicos, dançarinos e VJs participando. Por isso, gosto de pensar que não chega a haver integração. O Estesia já nasceu multilinguagem, como tudo do nosso tempo”, afirma.

O Estesia Convida contou com participações do pianista Amaro Freitas, da poetisa Luna Vitrolira, de Maurício Spinelli (da Rabixco Comunicação e Produção Criativa), Carla Valença (do Baile do Menino Deus), Eduardo Sarmento (diretor do Paço do Frevo) e Guitinho (vocalista do Grupo Bongar). Além de abordar financiamentos de projetos culturais, essa temporada expõe trabalhos que fotógrafos e videomakers registraram na primeira edição do evento e, durante o show, os artistas provocam os sentidos do público.

“Queríamos que a plateia sentisse o calor das luzes e a vibração do som em seus corpos. Isso em um palco italiano, em que o público assiste ao show distanciado, é difícil. Portanto, desenvolvemos o Estesia em formato arena, em que a luz recai sobre o palco e a plateia, e o som é feito com caixas espalhadas ao redor do público. Dessa maneira, luz e som deixam de estimular apenas a visão e a audição e se tornam táteis, seja pelos lasers que tocam suas peles ou seja pelo som grave que mexe com as entranhas”, explica Carlos.
 


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