Música Conheça El Cantare, nova banda recifense de rock psicodélico Grupo aposta em sonoridade consagrada por artistas locais da década de 1970

Por: Viver/Diario - Diario de Pernambuco

Publicado em: 31/08/2018 14:33 Atualizado em: 01/09/2018 11:41

Ticiano Andrade, Ítalo Bezerra, Augusto Lino e Patrick Van Tenório formam a banda. Foto: Wallace Fontenele/Divulgação
Ticiano Andrade, Ítalo Bezerra, Augusto Lino e Patrick Van Tenório formam a banda. Foto: Wallace Fontenele/Divulgação


"O maravilhoso mundo de luz" é o significado de El Cantare, termo budista que serviu de inspiração para quatro amigos da Zona Sul do Recife batizarem uma banda de rock psicodélico que vem produzindo canções desde 2017. Ítalo Bezerra (vocal principal e guitarra), Patrick Van Tenório (guitarra), Augusto Lino (bateria) e Ticiano Andrade (baixo e vocal) estão apostando em uma sonoridade consagrada pelos clássicos do rock progressivo, mas também buscam inspiração em artistas locais da década de 1970 - a exemplo de Alceu Valença e Geraldo Azevedo.

Em setembro do ano passado, os jovens lançaram Desfruto, uma canção de 9 minutos com arranjos fluidos, orgânicos e vocais sobrepostos. Na mesma época, foram convidados para participar de um concurso musical no Rec’N’Play, evento promovido pelo Porto Digital no Bairro do Recife. Em 2018, os rapazes do IPSEP - Ítalo Bezerra é o único que mora no Ibura - deram continuidade ao projeto musical com Levemente Solto. Os lançamentos estão disponíveis nas plataformas digitais.

Em entrevista ao Diario, Ticiano Andrade conta que o nome El Cantare vem de um conceito budista que se baseia na procura de uma 'nova era'. Por isso, as músicas tentam transmitir um sentimento positivo e relaxante. "Levemente Solto, por exemplo, fala muito sobre liberdade e emancipação, enquanto Desfruto nos convida para contemplar o que temos ao nosso redor", explica o baixista.

Foto: Wallace Fontenele/Divulgação
Foto: Wallace Fontenele/Divulgação


"Esse conceito da banda também vem de um sentimento de ancestralidade que construímos nos últimos tempos. Passamos a ter mais contato com nossas raízes e estudamos o Movimento Armorial, além de nos apegarmos à nossa hereditariedade. Estamos nos redescobrimos como músicos em cada gravação e reunião, deixamos tudo fluir", continua. No cenário da música independente local, ele cita as bandas Kalouv, Torre e Momjobó como referências. Em âmbito nacional, menciona Boogarins (GO), Bike (SP) e Novos Baianos (RJ).

Seguindo o atual modelo de divulgação musical na era digital, o grupo irá lançar músicas esporádicas nas plataformas digitais. "Queremos uma espécie de respiração entre os lançamentos. As próximas canções serão um pouco mais pesadas, com um dinamismo maior. Vai ser tipo uma mistura entre Alceu Valença e Queens of the Stone Age", diz Andrade. Em breve, pretendem colaborar com artistas de outros gêneros musicais.

Ouça as músicas:




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