Literatura Poetisa Luna Vitrolira ressignifica o amor que fere em livro de estreia Aquenda - O amor às vezes é isso será lançado nesta quinta no Teatro Hermilo Borba Filho

Por: Caio Ponciano

Publicado em: 30/08/2018 13:53 Atualizado em: 30/08/2018 14:44

Evento terá participações de Amaro Freitas, Gilú Amaral, Clécio Rimas, Marcelino Freire e as poetisas do Slam das Minas Bione e Adelaide. Foto: Rennan Peixe/Divulgação
Evento terá participações de Amaro Freitas, Gilú Amaral, Clécio Rimas, Marcelino Freire e as poetisas do Slam das Minas Bione e Adelaide. Foto: Rennan Peixe/Divulgação


Há 10 anos, em São José do Egito, a pernambucana Luna Vitrolira aprendeu os primeiros versos e percebeu que a experiência com a poesia faz parte do cotidiano das pessoas. Desde então, tornou-se poetisa declamadora, apresentando-se em saraus e festivais pelo Brasil. Nesta quinta-feira (30), a partir das 19h, ela lança o seu primeiro livro de poesias, no Teatro Hermilo Borba Filho, Bairro do Recife, com entrada a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia e social).

Com textos desenvolvidos ao longo de uma década, Aquenda - O amor às vezes é isso (Editora Livre, 2018) tem como missão ressignificar o amor como ele é na prática. "O amor não precisa ser o elemento central e determinante da nossa vida. Então, nesse processo da narrativa do livro, a personagem principal vai perceber que ela é, na verdade, independente, autossuficiente e que não precisa de outra pessoa para ter prazer ou se sentir amada", explica a escritora, de 25 anos, que é também atriz, produtora e professora de literatura brasileira.

Luna explica que a palavra aquenda é de origem africana e significa "preste atenção". No entanto, ela ganhou novo significado ao ser incorporada pelo Pajubá (dialeto falado pela comunidade gay), tornando-se popular com a expressão "aquendar a neca" (que é o mesmo que esconder o pênis).

O plano é que Aquenda seja mais do que um livro de poesias. Luna pretende lançar, no próximo ano, um espetáculo poético musical de récita performática e um disco homônimos. "Eu venho de uma geração que é corpo e declamação, a gente é performer o tempo inteiro. Então, eu tenho essa necessidade de o projeto não ser só o texto assentado no papel, a minha voz tem que estar registrada também", adianta. O disco terá participação especial de Lirinha, líder do Cordel do Fogo Encantado, grupo responsável por despertar a poesia em Luna.

No evento de lançamento, ela será acompanhada pelos músicos Amaro Freitas (piano), Gilú Amaral (percussão) e Clécio Rimas (samples), além de Marcelino Freire e das poetisas do Slam das Minas Bione e Adelaide. O livro, já lançado em Porto Alegre, Rio, Garanhuns, Caruaru e São José do Egito, poderá ser adquirido por R$ 25.



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