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Letras APL empossa escritor Silvio Neves Batista em cerimônia prestigiada Em seu discurso, ele saudou o público presente e se mostrou honrado em integrar a APL, especialmente em uma cadeira tradicionalmente ocupada por poetas

Por: Viver/Diario - Diario de Pernambuco

Publicado em: 06/03/2018 00:04 Atualizado em: 06/03/2018 09:21

Escritor é novo imortal da Academia. Foto: Nando Chiappeta/DP
Escritor é novo imortal da Academia. Foto: Nando Chiappeta/DP

Com auditório lotado, o escritor, advogado e professor universitário Sílvio Neves Baptista assumiu a cadeira 19 da Academia Pernambucana de Letras nesta segunda-feira (5), às 19h. A vaga, que já foi ocupada por nomes como João Cabral de Melo Neto e Mariano Barbosa de Lemos, até pouco tempo pertencia ao falecido poeta Marcus Accioly. Além da família e dos amigos de Baptista, a cerimônia de posse foi prestigiada por diversos juristas, desembargadores e políticos, a exemplo do vice-governador Raul Henry e o ex-prefeito do Recife João Paulo (PT). Roberto Azoubel, representante do Ministério da Cultura, e o presidente da Fiepe, Ricardo Essinger, foram alguns dos outros nomes presentes.


Em seu discurso, Sílvio saudou o público presente e se mostrou honrado em integrar a APL, especialmente em uma cadeira tradicionalmente ocupada por poetas. Apesar de ser autor de mais de uma dezena de livros na área jurídica (com foco no campo do Estado de Direito Democrático), ele destacou seu constante empenho em identificar temas jurídicos em obras literárias. Para Baptista, esse é o principal motivo de ter sido escolhido para a cadeira.

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"A relação entre direito, arte e cultura pode se revelar de diversas formas. Há tipos estritamente jurídicos trazidos para a literatura e, reciprocamente, o comportamento da vida no imaginário artístico é incorporado aos textos de lei. Basta lembrar que temas jurídicos estão nas novelas, contos, romances e poesias: as relações amorosas entre famílias, as problemáticas das filiações sociológicas, as modalidades de ação, violência doméstica e crimes de um modo geral", salientou.

O acadêmico também destacou sua forte relação com os livros de Eça de Queiroz, autor em quem identifica um elo familiar com Pernambuco. Foi pesquisando sobre a obra e a vida de Eça que ele passou a participar do mundo literário. "Foi Eça que me trouxe até aqui", declarou. Seguindo o que é praxe na posse dos acadêmicos, ele citou um breve histórico de cada membro da cadeira 19: Manuel Freire, Paulo de Arruda, João Barreto Menezes, Mariano Lemos, Flávio Guerra, João Cabral de Melo Neto e Marcus Accioly.

A cerimônia de posse foi aberta pela presidente da APL, Margarida Cantarelli, que é amiga de infância de Sílvio. "Éramos vizinhos, crescemos ali entre o Espinheiro e a Encruzilhada. Nossos pais foram médicos e amigos, então temos muita coisa em comum. É uma grande alegria recebe-lo", disse. Emocionada, a acadêmica segurou a placa da posse ao lado de Baptista. O jurista leu o regimento da instituição e recebeu o colar acadêmico das mãos de sua esposa, Mariane Neves Baptista.

A cerimônia foi encerrada com uma fala do acadêmico José Paulo Cavalcanti, que fez diversos elogios ao homenageado da noite: "Sílvio é um advogado, professor, jurista dos mais respeitados com um currículo enorme. Um dos seus dotes: é um excepcional tocador de violão. Como professor teve o maior número de homenagens. Só como paraninfo foi 18 vezes. Recordista também em homenagens na UFPE".

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