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transfobia Cantora da Banda Uó é revistada em público por ter documento com nome masculino Candy Mel passou por uma situação constrangedora no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e relatou por meio de sua conta no Instagram

Por: Estado de Minas

Publicado em: 05/03/2018 16:35 Atualizado em: 06/03/2018 18:28

Artista diz ter sido vítima de transfobia por agentes da polícia federal. Foto: Banda Uó/Divulgação
Artista diz ter sido vítima de transfobia por agentes da polícia federal. Foto: Banda Uó/Divulgação


Ao embarcar para o último show da Banda Uó em Brasília, no domingo (4), a cantora Candy Mel passou por uma situação constrangedora no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Segundo ela, agentes da Polícia Federal adotaram uma atitude "transfóbica" para lidar com uma situação inesperada. Ela foi chamada para uma revista e se surpreendeu ao agentes informarem ser uma revista física. 

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"Dois caras queriam me revistar, alegando que no meu documento constava masculino. Eles me coagiram, me levaram para uma sala com dois caras para fazer uma revista em mim, e eu não aceitei", relatou, por meio do recurso Stories, do Instagram. "Eu fui super coagida, mas eles não vão tocar em mim. Eu não vou cooperar. Eles me levaram para uma sala; eu estava jurando que era uma revista comum de bagagem. De repente eles trancaram a porta, eu e eles dentro de uma cabine, e pediram para eu tirar a roupa. Eu só não fui mais coagida porque a banda e a equipe inteira estavam aqui e acompanharam".

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Após a realização do show, ela voltou à rede social e tranquilizou os fãs que estavam preocupados. "No final, eu acabei sendo revistada, mas foi em público, eu queria que acontecesse na frente de todo mundo, para que as pessoas vissem um homem tocando o corpo de uma mulher. E a minha forma de protesto, antes dessa invasão, desse abuso, foi ficar sem camisa, com meus seios de fora. Isso sim foi a minha forma de gritar. Rapidamente eles resolveram o 'problema', né?", disse.

"Foi muito violento. E, se aconteceu comigo, é muito fácil acontecer com qualquer outra, sabe? Eu fui tratada como uma criminosa, como alguém que não tinha direito de escolher o procedimento que fosse acontecer, como alguém que não tinha direito algum. E todo esse preconceito começa pelo fato de eles selecionarem a pessoa do nada, eles não estavam pedindo o documento de ninguém, eles pediram o meu especificamente e criaram todo um mistério atrás disso", completou.

O Viver entrou em contato com a assessoria de imprensa do Galeão, que informou "estar apurando internamente o ocorrido".

Veja o desabafo da cantora:




A assessoria do RIOGaleão enviou nota para rebater as acusações e defender o procedimento de revista:

Com relação ao ocorrido durante o embarque da cantora da Banda Uó, Candy Mel, o RIOgaleão informa que o procedimento de inspeção de segurança é ditado por normas da ANAC (RBAC 107.121 %u2013 Resolução 207). Tal procedimento é realizado indistintamente em todos os passageiros com intuito de garantir a segurança da Aviação Civil. Quando o acionamento aleatório automático ocorre, como foi o caso da cantora, qualquer passageiro passa por busca pessoal realizada por um agente do mesmo sexo, em uma sala reservada ou em público, à escolha do viajante. Como o bilhete que a cantora apresentou constava nome masculino, houve o entendimento que um agente deveria fazer a revista. O RIOgaleão reforça que reprova qualquer forma de preconceito, zela pelo respeito a todos e pelo cumprimento da legislação.


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