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Artes cênicas Balé Popular do Recife comemora 40 anos de existência com apresentações neste fim de semana Espetáculo 'Despertar Celebração' volta ao Teatro de Santa Isabel neste sábado e domingo e exalta trajetória da companhia, fundada nos anos 70

Por: Isabelle Barros

Publicado em: 02/03/2018 20:01 Atualizado em:

A coreografia foi concebida como um grande pout-pourri de manifestações culturais como maracatu, afoxé, bumba-meu-boi, xaxado e reisado. Crédito: Fernando Azevedo/Divulgação
A coreografia foi concebida como um grande pout-pourri de manifestações culturais como maracatu, afoxé, bumba-meu-boi, xaxado e reisado. Crédito: Fernando Azevedo/Divulgação

A visibilidade que o Balé Popular do Recife conseguiu para as danças populares brasileiras ao longo de sua história teve um reflexo duradouro nas artes cênicas pernambucanas. Após quatro décadas de atuação, completadas em 2016, a companhia resolveu exaltar sua própria história com o espetáculo Despertar celebração - O canto do guerreiro Tuxau, que terá duas apresentações no sábado (3), às 19h, e domingo (4), às 18h, no Teatro de Santa Isabel.

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A montagem estreou em maio de 2017 como parte das comemorações de quatro décadas do coletivo. A coreografia foi concebida como um grande pout-pourri de manifestações culturais como maracatu, afoxé, bumba-meu-boi, xaxado e reisado, sempre a partir do prisma da Dança Brasílica, metodologia idealizada e aperfeiçoada pelo grupo. Para essa curtíssima temporada, o elenco foi aumentado. Além dos 14 bailarinos do elenco, vão participar mais 25 integrantes do projeto Portal da Alegria - que fazem parte de duas cenas - e mais 16 mulheres do projeto As mil faces de uma plus, voltado para a autoestima de pessoas plus size.

A produção foi idealizada a partir de laboratórios desenvolvidos em 2015 pela companhia e partiram do princípio de que cada dança popular é parte de uma manifestação ligada ao divino. “No espetáculo, não contamos necessariamente uma história, mas ressaltamos o fato de sermos guerreiros. A maioria dos bailarinos é mulher e mostramos nossa força, vontade, garra e luta. Hoje, inclusive, viver de dança está muito complicado no Recife e precisamos lutar por isso. Não temos apoios nem patrocínios e estamos captando recursos para um projeto de circulação da montagem pela Lei Rouanet”, detalha a diretora artística do grupo, Angélica Madureira. A direção geral do espetáculo é de Marconi Stylebrazil.

TRAJETÓRIA
As atividades do Balé Popular do Recife começaram em 1976, quando Ariano Suassuna, então secretário de Educação e Cultura do Recife, e o artista e encenador André Luiz Madureira se uniram para trabalhar, de forma experimental, danças e folguedos populares. Um ano depois, o grupo foi rebatizado como Balé Popular do Recife e se propôs, desde então, a trabalhar os folguedos do Nordeste e a sistematizar alguns de seus movimentos. Na esteira do sucesso de suas apresentações, a companhia fundou a Escola Brasílica de Expressão Artística, voltada ao ensino da metodologia brasílica a crianças, jovens e adultos. Entre os trabalhos já montados, estão Prosopopeia: um auto de guerreiro (1979), Oh, linda Olinda! (1985), Nordeste: a dança do Brasil (1987) e O romance da Nau Catarineta (1992).

SERVIÇO
Despertar celebração - O canto do guerreiro Tuxau, do Balé Popular do Recife
Quando: sábado (3), às 19h, e domingo (4), às 18h
Onde: Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Bairro do Recife)
Quanto: R$ 40 e R$ 20 (meia)
Informações: 3355-3322

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