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Cinema A Maldição da Casa Winchester remete ao debate sobre armamento civil No filme, baseado em fatos reais, Helen Mirren interpreta herdeira da famosa fábrica de armas

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 01/03/2018 13:50 Atualizado em:

O longa com o ator Jason Clarke estreia hoje nos cinemas. Foto: Paris Filmes/Divulgação
O longa com o ator Jason Clarke estreia hoje nos cinemas. Foto: Paris Filmes/Divulgação


A trama de A maldição da casa Winchester, que estreia hoje, não é das mais comuns, em se tratando de filmes de terror. O australiano Jason Clarke interpreta o psiquiatra Eric Price que, em 1906, é chamado por Sarah Winchester (Helen Mirren), herdeira da marca de armas com o sobrenome da família, para avaliar sua saúde mental e seu medo de assombração. Jason Clarke chama de "alegoria" a história real de Sarah, que se sentia perseguida por fantasmas das vítimas das pistolas e rifles fabricados por sua empresa. O drama da herdeira remete à violência das armas de fogo, que provocam 30 mil mortes por ano nos Estados Unidos.

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"O controle de armas é um debate recorrente", lembra o ator, de 48 anos. No longa-metragem dirigido por Michael e Peter Spierig, o personagem de Clarke é viciado em ópio e luta contra os próprios demônios. Quando se depara com Sarah, as noites do médico começam a se tornar preocupantes, pois ele sente que está sendo manipulado. A Winchester Mystery House, mansão excêntrica que Sarah Winchester (1840-1922) construiu na cidade californiana de San José, tinha a missão de isolar os espíritos que a aterrorizavam. Até hoje, leva a fama como a casa mais mal-assombrada do mundo.

Com 160 cômodos e construído por décadas sem planejamento, o imóvel é uma atração turística com seu labirinto de corredores, escadas que não levam a lugar nenhum, duas mil portas e 47 chaminés. Jason Clarke passou dois meses rodando o filme numa réplica dessa mansão, erguida na Austrália. Porém, não teve como escapar da casa mal-assombrada de San José. "Quando tentei caminhar ali, me perdi", relembra. Fitas de terror, geralmente, são destroçadas pela crítica - é o caso de Winchester, que estreou no início de fevereiro nos EUA -, mas por vezes conseguem ótimas bilheterias. "Prefiro aqueles filmes com um pano de fundo inteligente, não apenas os gore, em que todos são assassinados", diz o ator. Segundo ele, para trabalhar nesse gênero é necessária uma disciplina particular, que envolve linguagem corporal e timing.

Jason Clarke integra o elenco de outro longa em cartaz. Ele é um dos protagonistas do drama racial Mudbound: Lágrimas sobre o Mississippi, dirigido pela americana Dee Rees. Conhecido por papéis coadjuvantes em filmes independentes e produções engajadas, o australiano trabalhou em A hora mais escura, de Kathryn Bigelow; foi protagonista de Planeta dos macacos: O confronto de Everest. Participou também da adaptação do clássico de F. Scott Fitzgerald, O grande gatsby, dirigida por Baz Luhrmann. Cada vez mais solicitado, Clarke acaba de rodar First man, o próximo filme de Damien Chazelle, que dirigiu La la land e Whiplash.

Abaixo, confira o trailer de  A maldição da casa Winchester:



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