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Cinema Longa romeno Touch Me Not vence o Festival de Berlim Filmes brasileiro Bixa Travesty e Ex-Pajé conquistaram prêmios

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 25/02/2018 10:44 Atualizado em:

Longa fica entre ficção e documentário. Foto: Berlinale/Divulgação
Longa fica entre ficção e documentário. Foto: Berlinale/Divulgação

O filme Touch me not, uma investigação sobre o sexo e a intimidade dirigida pela romena Adina Pintilie, ganhou o Urso de Ouro neste sábado (24) no Festival de Berlim. Touch me not é um longa no meio do caminho entre a ficção e o documentário, baseado em personagens que tentam estabelecer intimidade de formas inesperadas.

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A 68ª edição do Festival de Cinema de Berlim também premiou Las herederas, do paraguaio Marcelo Martinessi, que tem coprodução com o Brasil, com o Urso de Prata de melhor atriz para Ana Brun e com o Urso de Prata Alfred Bauer, como filme que abre novas perspectivas.

A produção de Martinessi, que retrata uma mulher homossexual burguesa já na idade madura em busca de um novo começo, fez história, já que é o primeiro filme do Paraguai em competição no festival alemão.

Wes Anderson ganhou o Urso de Prata de melhor diretor por Ilha de cachorros, um dos favoritos da crítica, e o jovem francês Anthony Bajon foi recompensando com a estátua de melhor ator por seu trabalho em La Prière.

Museo, do mexicano Alonso Ruizpalacios, com Gael García Bernal, levou o prêmio de melhor roteiro. Já a polonesa Malgorzata Szumowska conquistou o Grande Prêmio do Júri por Twarz.

O Brasil não teve filmes em competição pelo Urso de Ouro, mas não deixou o Festival de Berlim sem prêmios. Bixa travesty, documentário de Kiko Goifman e Cláudia Priscila sobre Linn da Quebrada, recebeu o Teddy Award de melhor documentário. A premiação é dirigida a títulos de temática LGBT. E o documentário Ex-pajé, de Luiz Bolognesi, recebeu menção honrosa.

Confira a lista dos premiados no 68º Festival de Berlim:

- Urso de Ouro de melhor filme: "Touch me not", de Adina Pintilie (Romênia/Alemanha/República Tcheca/Bulgária/França)
- Grande Prêmio do Júri, Urso de Prata: "Twarz" ("Mug"), de Malgorzata Szumowska (Polônia)
- Urso de Prata de melhor diretor: Wes Anderson, com "Ilha de cachorros" (EUA)
- Urso de Prata de melhor atriz: Ana Brun, em "Las Herederas", de Marcelo Martinessi (Paraguai)
- Urso de Prata de melhor ator: Anthony Bajon, em "La prière", de Cédric Kahn (França)
- Urso de Prata de melhor contribuição artística: "Dovlatov", de Alexei German Jr. (Rússia/Polônia/Sérvia)
- Urso de Prata de melhor roteiro: "Museo", de Alonso Ruizpalacios (México)
- Prêmio Alfred Bauer, em memória do fundador do festival para um filme que abre novas perspectivas: "Las Herederas", de Marcelo Martinessi (Paraguai)
- Prêmio de melhor documentário: "The Waldheim Waltz", de Ruth Beckermann (Áustria)
- Prêmio do melhor primeiro filme: "Touch me not", de Adina Pintilie (Romênia/Alemanha/República Tcheca/Bulgária/França)
- Urso de Ouro de melhor curta: "The Men Behind the Wall", de Ines Moldavsky (Israel)
- Teddy Bear (Prêmio para o melhor filme sobre a temática LGBT): "Hard Paint", de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher
- Teddy Bear (Melhor documentário/ensaio): "Bixa Travesty", de Kiko Goifman e Cláudia Priscila (Brasil)

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