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Censura YouTube censura clipe em que cantora e outras mulheres exibem mamilos A plataforma de vídeos diz que o clipe é considerado ofensivo e vai contra sua política de nudez e conteúdo sexual

Por: Viver/Diario - Diario de Pernambuco

Publicado em: 22/02/2018 20:37 Atualizado em: 22/02/2018 20:46

No vídeo, a banda reivindica a liberdade feminina e denuncia o puritanismo e a violência na internet. Foto: Texxcoco/Reprodução
No vídeo, a banda reivindica a liberdade feminina e denuncia o puritanismo e a violência na internet. Foto: Texxcoco/Reprodução


O YouTube removeu de seu catálogo de vídeos o clipe de Velvet love, da banda espanhola Texxcoco, por exibir mamilos de várias mulheres, inclusive da própria vocalista Adriana Moscoso. De acordo com o jornal El país, o site de vídeos alegou que o clipe é "considerado ofensivo e vai contra sua política de nudez e conteúdo sexual". Segundo a gravadora da Texxcoco, o clipe - que já possuía mais de 30 mil visualizações na plataforma - foi criado com o objetivo de "reivindicar a liberdade das mulheres para mostrar seus corpos e denunciar o puritanismo e a hipocrisia que prevalecem nas redes sociais mais comuns". 

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A banda explicou que a intenção era que as pessoas refletissem sobre as políticas de sites como Facebook, Instagram e YouTube. "Enquanto um mamilo feminino é censurado, você pode postar uma foto com armas, imagens violentas ou homens usando seus mamilos sem que seus perfis sejam excluídos". No Instagram oficial do grupo, a vocalista Adriana Moscoso postou a imagem do vídeo censurado pelo YouTube com a legenda: "A arte não é compatível com a censura. Mais uma vez, as mentes retrógradas com medo do progresso nos prejudicaram. Velvet love foi removido do YouTube por 'infringir sua política de merda'. Esse é apenas o começo, porque eles realmente me irritaram. Hipócritas", desabafou.

No Brasil, algo parecido ocorreu no ano passado. O cantor pernambucano Johnny Hooker buscou as redes sociais para reclamar do tratamento das plataformas Facebook e YouTube à foto de divulgação do single Flutua. A música foi apresentada com a imagem de um beijo entre o artista e a cantora trans Liniker - ambos têm se tornado símbolos de luta pela liberdade sexual entre os músicos brasileiros da nova geração. Por causa da imagem, o YouTube determinou classificação indicativa de 18 anos ao áudio da música ilustrado pela foto do beijo na boca. O Facebook também bloqueou publicações patrocinadas da foto por "conteúdo sexual".

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