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Cinema Empresária de atriz que denunciou estupro de Harvey Weinstein se suicida A produtora Jill Messick já trabalhou em Ela é Demais, Meninas Malvadas, Frida, Gênios do Crime e outros filmes

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 09/02/2018 10:31 Atualizado em:

Jill Messick foi uma das líderes, nos bastidores, da campanha #MeToo. Fotos: AFP Photo
Jill Messick foi uma das líderes, nos bastidores, da campanha #MeToo. Fotos: AFP Photo

Jill Messick, veterana executiva de Hollywood que foi representante de Rose McGowan quando a atriz acusou Harvey Weinstein de estupro, se suicidou, de acordo com seus familiares em entrevista à imprensa norte-americana. Messick, que tinha 50 anos, lutou durante anos contra uma depressão e recentemente havia se sentido "vitimizada" pelos pelas desinformações acerca deste assunto, de acordo com familiares em um comunicado que circula pelos meios americanos. 

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Messick, que trabalhava para Addis-Wechsler - agora Industry Entertainment - era a representante de McGowan quando a atriz alegou ter sido estuprada por Weinstein, durante o Festival de Cinema de Sundance de 1997. Dezenas de mulheres de Hollywood acusaram, ao longo dos anos seguintes, o magnata da produção cinematográfica de abuso sexual.

McGowan é uma das ativistas mais proeminentes do movimento #MeToo nas redes sociais contra o assédio sexual. A atriz disse ao jornal The New York times em outubro do ano passado que Messick havia arranjado o encontro com Weinstein, que começou em um quarto de hotel. A revelação - e seu nome estampando nas manchetes como parte de uma troca de e-mails com Weinstein - tiveram um efeito negativo no ânimo de Messick, disse sua família.

"A velocidade com que a notícia se disseminou levou a informações falsas sobre Jill como pessoa, que ela não podia nem desejava combater", acrescenta a nota. Ela "se tornou um dano colateral de uma história já horrível". A família acusa McGowan de fazer "declarações difamatórias" contra Messick, mãe de dois filhos, que ela escolheu não rebater por medo a afetar as vítimas de assédio sexual.

"Optou por não botar lenha na fogueira, permitindo que seu nome e sua reputação fossem manchados apesar de não ter feito nada ruim. Nunca escolheu ser uma figura pública, essa escolha lhe foi tirada", afirma o texto. Messick começou a produzir filmes e programas de televisão em 1999, e também trabalhou como executiva na Lorne Michaels Productions, da Paramount. Seus créditos de produção incluem filmes como Ela é demais, Meninas malvadas, Frida e Gênios do crime.

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