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morte Morre Didi Falangola, última representante viva do cinema mudo em Pernambuco Atriz fez parte do movimento que produziu filmes mudos no Recife na década de 1920

Por: Viver/Diario - Diario de Pernambuco

Publicado em: 05/02/2018 17:30 Atualizado em: 05/02/2018 17:32

Ela estava internada há mais de um mês e faleceu na madrugada desta segunda-feira (5). Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press
Ela estava internada há mais de um mês e faleceu na madrugada desta segunda-feira (5). Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press


Morreu na madrugada desta segunda-feira (5) a atriz Didi Falangola. Ela tinha 99 anos e estava internada há mais de um mês no Hospital Santa Joana, nas Graças. Registrada como Adriana Falangola Benjamin, Dona Didi vai ser enterrada no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, no fim da tarde desta segunda-feira. Ela era a última remanescente do cinema mudo produzido em Pernambuco na década de 1920, o movimento Ciclo do Recife, produzido pelo seu pai, Ugo Falangola. 

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A atriz fez parte do filme Veneza americana, de 1925, um documentário sobre o Recife que foi restaurado. Também testemunhou pessoalmente as filmagens dos clássicos daquela época. Ainda criança, aparecia nas vinhetas de abertura e encerramento dos filmes, no meio de cartelas cenográficas. Foi seu pai quem trouxe as câmeras de cinema usadas pelos cineastas do ciclo.

Dona Didi participou de pelo menos quatro filmes, aos seis anos de idade: Veneza americana, Colégio Santa Margarida, Um passeio a Tejipió e Recife no centenário da Confederação do Equador. Ela aparece na tela durante poucos segundos, mas as filmagens podiam durar horas, pois eram repetidas várias vezes para os cineastas usarem efeitos especiais posteriormente. Depois de mais de 80 anos sem aparecer na tela, Dona Didi participou do curta-metragem Janela molhada (2010), de Marcos Enrique Lopes, que resgatou as produções dos anos 1920.

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