Artes cênicas Peça portuguesa é encenada no último fim de semana do Janeiro de Grandes Espetáculos '(%u2026) E a vida, afinal, é como as orquídeas', é montada pelo grupo Gambuzinos com 1 pé de fora, de Alcobaça, Portugal.

Por: Isabelle Barros

Publicado em: 27/01/2018 09:12 Atualizado em:

Peça fala sobre o que é estar vivo e sua dramaturgia foi criada a partir do trabalho de vários autores. Crédito: Sérgio Paciência/Divulgação
Peça fala sobre o que é estar vivo e sua dramaturgia foi criada a partir do trabalho de vários autores. Crédito: Sérgio Paciência/Divulgação

O último fim de semana do 24° Janeiro de Grandes Espetáculos tem como uma das atrações o espetáculo (…) E a vida, afinal, é como as orquídeas, do grupo Gambuzinos com 1 pé de fora, de Alcobaça, Portugal. A pernambucana Andrezza Alves firmou junto com os lusitanos Daniel Machado, Mariana Ferreira e Rafael Serrazina uma parceria cujo mote é questionar o público sobre o que nos faz ser o que somos. A peça tem três sessões: duas neste sábado, às 18h e 20h, e neste domingo, às 18h, no Teatro Marco Camarotti, localizado no Sesc Santo Amaro. Os ingressos custam R$ 30 e R$ 15 (meia).

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A colaboração entre Andrezza e o Gambuzinos com 1 pé de fora surgiu a partir de uma inquietação dos portugueses com o trabalho realizado por eles. “Eles têm muita experiência em um tipo específico de teatro. Pensei que poderia dar uma contribuição real ao dar a eles algo que eles nunca tivessem experimentado”, reflete a pernambucana que, além de coordenar o projeto, ainda sobe ao palco.

A dramaturgia, por sua vez, foi construída a partir de trechos de vários autores, como Shakespeare, Dostoievski, Mia Couto e Sophia de Mello Brayner. “Este foi um trabalho desenvolvido do zero para nós. Nunca tive a experiência de criarmos tudo coletivamente, a partir de nossas contribuições pessoais. A história é fictícia, mas os personagens são baseados em nós mesmos”, conta Rafael Serrazina.

O Gambuzinos foi criado em 1999 em uma escola e, desde então, fazem uma média de dois espetáculos por ano. Seus integrantes criaram uma associação para correr atrás de parcerias e, além de organizarem um festival de teatro em sua cidade de origem, ainda mobilizam alunos da instituição de ensino onde o grupo surgiu para que eles continuem montando espetáculos.

Além de apresentarem o espetáculo no Recife, o grupo ainda realiza um intercâmbio local até o dia 30 com o Resta 1 Coletivo de Teatro, que estreou, em 2017, o espetáculo Alguém pra fugir comigo. A ideia é que o coletivo pernambucano viaje a Portugal em março para ensaiar uma montagem conjunta do texto O auto da mula do padre, de Hermilo Borba Filho. A estadia do grupo teve parcerias com o Sesc Pernambuco, Real Hospital Português, Superintendência Estadual de Apoio à Pessoa com Deficiência (Sead), Faculdade Frassineti do Recife (Fafire) e Essence Cuidados.

MAIS JANEIRO - Mais quatro espetáculos de teatro adulto compõem a grade do Janeiro de Grandes Espetáculos em sua reta final. Alegria de náufragos (PB), às 19h deste sábado, no Teatro Apolo, tem entrada gratuita. Já O último Édipo, do Grupo de Teatro Lavoura (PB), tem única apresentação às 20h deste sábado no Teatro Arraial Ariano Suassuna, com ingressos a R$ 20 e R$ 10 (meia). Espera o outono, Alice, do AMARÉ Grupo de Teatro, tem duas sessões no Teatro Hermilo Borba Filho (Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife) às 17h e 20h deste domingo. Para crianças, as opções são Histórias por um fio, às 11h e 16h30 deste domingo no Teatro Hermilo Borba Filho e Era uma vez na terra, às 16h30 também do domingo no Teatro Luiz Mendonça.

OUTRAS LINGUAGENS - O espetáculo de dança Onde ele anda é outro céu, da Qualquer um dos 2 Cia. de Dança, de Petrolina, tem única sessão neste sábado, às 20h, no Teatro Barreto Júnior (Rua Estudante Jeremias Bastos, s/n, Pina), com entradas a R$ 30 e R$ 15 (meia). Em música, Com Buarque, com afeto, de Wilma Araújo (AL) e Beto do Bandolim (PE) tem em seu repertório canções de Chico Buarque, com apresentação no Teatro de Santa Isabel, às 18h30 deste domingo.

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