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Cinema Maze Runner: Personagens ganham mais complexidade e franquia finalmente ganha desfecho Filme tem muitas cenas emocionantes e foca na ação em detrimento do mistério

Por: Viver/Diario - Diario de Pernambuco

Publicado em: 26/01/2018 13:45 Atualizado em: 26/01/2018 14:55

Maze Runner: A cura mortal estreou nesta quinta-feira (25) nos cinemas brasileiros. Foto: 20th Century Fox/Reprodução
Maze Runner: A cura mortal estreou nesta quinta-feira (25) nos cinemas brasileiros. Foto: 20th Century Fox/Reprodução


Por Daniel Bydlowski*


Maze runner: A cura mortal é o terceiro e último filme da franquia que começou com Maze runner - Correr ou morrer em 2014. Este último foi produzido dois anos depois do sucesso de Hunger games, ou Jogos vorazes, em 2012, e lembra o futuro distópico do mesmo. Tudo começa quando um jovem de 16 anos chamado Thomas (Dylan O'Brien) acorda em um elevador enferrujado que nos alerta imediatamente sobre os perigos que estão por vir. Para piorar a situação, ele não se lembra de nada, nem mesmo de quem é. Quando sai deste elevador, e se vê em uma espécie de ilha, Thomas então é recebido por jovens como ele, que explicam que, neste lugar, todos apenas lembram de seus respectivos nomes, mas não de sua vida passada. 

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O único modo se sair do lugar, porém, é por um labirinto de altíssima tecnologia que contém armadilhas mortais, incluindo os grievers, um tipo de criatura meio orgânica e meio sintética que existe para atacar os garotos. Tudo muda quando a primeira garota aparece no grupo, também vinda do elevador como Thomas. Teresa, diferentemente dos outros, lembra de Thomas, mesmo que este não a reconheça primeiramente. A garota também possui dois antídotos contra o veneno dos grievers, usando um para salvar um garoto que havia sido "picado" por um. É então que o labirinto solta ainda mais dos monstros para aterrorizar os garotos, matando alguns. Enquanto o restante do grupo acusa Thomas e Teresa de provocarem as criaturas, Thomas começa a lembrar de sua vida antiga em uma cena frenética e tensa. 

Todos os garotos eram cobaias em um experimento e tanto Thomas como Teresa trabalhavam para a companhia WICKED, que está por trás da situação atual de todos. Enquanto isto causa muitas brigas e transtorno entre os dois protagonistas e o resto do grupo, também encoraja todos a finalmente resolverem o labirinto e sair do lugar. E é isto o que fazem, até chegarem em um laboratório cheio de corpos e descobrirem que estão sendo estudados como um modo de encontrar a cura para um vírus chamado Flare, que dizimou muitos. É aqui também que Ava Paige (Patricia Clarkson) aparece, indicando que, surpreendentemente, o experimento foi um sucesso e os jovens somente passaram para a sua segunda fase. 

No segundo filme de 2015, Maze runner: Prova de fogo, vai muito além do estilo prometido pelo primeiro filme e inclui até mesmo zumbis (os que foram afetados pelo vírus Flare) no enredo. Com um estilo mais expansivo e trama complicada que não oferece muito mistério, o filme foi bem recebido. A revelação mais importante deste é que, embora os garotos são imunes ao vírus, não é possível fabricar seus anticorpos. Ao contrário, a cura depende dos próprios corpos dos garotos, mostrando que a empresa que busca a cura não deixará os jovens em paz. É nesta interessante dinâmica de relativo sucesso no primeiro filme e fracasso no segundo que Maze runner: A cura mortal aparece. Porém o longa mantém um pouco do enredo complicado e sem mistério do segundo. É como se a franquia tenha decidido mudar de produções de ficção científica baseada no mistério, para uma baseada na ação. Mesmo assim, há diversos pontos positivos.

Por exemplo, enquanto a traição de alguns personagens surpreendia nos filmes passados (como a traição de Teresa, que começa a ajudar a WICKED), agora tem seu ponto de vista explicado. Assim, os personagens e o filme ganham mais complexidade. Fica mais difícil determinar quem é bom e quem é ruim, ou ainda qual lado o espectador iria escolher se estivesse no universo da franquia. Além disso, mesmo que o filme não tenha o mistério dos outros, a ação consegue entreter. Porém, mais importante, muitas cenas são emocionantes e irão agradar os fãs, finalmente trazendo um desfecho para a aqueles que pacientemente esperavam por um.

*Daniel Bydlowski é cineasta brasileiro e artista de realidade virtual com Masters of Fine Arts pela University of Southern California e doutorando na University of California, em Santa Barbara, nos Estados Unidos. É membro do Directors Guild of America. Trabalhou ao lado de grandes nomes da indústria cinematográfica como Mark Jonathan Harris e Marsha Kinder em projetos com temas sociais importantes. Seu filme NanoEden, primeiro longa em realidade virtual em 3D, estreia em breve.

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