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Recife, 24/NOV/2017

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Artes visuais Intolerância com obras de arte atingiu artistas pernambucanos como Cícero Dias Censura à exposição Queermuseu, no Santander Cultural foi precedida por casos semelhantes de desagrado de parte do público com relação a obras de arte

Por: Viver/Diario - Diario de Pernambuco

Publicado em: 13/09/2017 20:01 Atualizado em: 13/09/2017 16:53

Parte do painel Eu vi o mundo...e ele começava no Recife, de Cícero Dias. Crédito: CCBB/Divulgação
Parte do painel Eu vi o mundo...e ele começava no Recife, de Cícero Dias. Crédito: CCBB/Divulgação

A controvérsia relacionada à exibição de obras de arte que feriram suscetibilidades começou muito antes do imbroglio envolvendo o fechamento prematuro da exposição Queermuseu - cartografias da diferença na arte brasileira, no Santander Cultural, em Porto Alegre. Nas primeiras décadas do século 20, o pintor pernambucano Cícero Dias se envolveu em uma controvérsia referente a uma de suas obras mais famosas, o painel Eu vi o mundo…ele começava no Recife, hoje pertencente ao colecionador particular Luís Antônio Almeida Braga. Exibido em 1931, no Salão Revolucionário da Escola Nacional de Belas Artes, o trabalho foi envolvido em tal polêmica por suas imagens sensuais que uma parte dele foi arrancada. Ainda hoje há controvérsias sobre quem teria feito isso, se algum espectador escandalizado ou o próprio artista.

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Em 2004, o 45° Salão de Artes Plásticas de Pernambuco ganhou uma atenção inesperada a partir das reações à série de fotografias Fantasia de compensação, do artista visual Rodrigo Braga. O artista usou partes da cabeça de um rottweiler morto, as uniu a um molde de gesso e silicone de seu próprio rosto e, posteriormente, manipulou digitalmente as imagens, dando a impressão de ser um híbrido entre homem e cachorro. A obra, que abordava os limites entre realidade e ficção, levou o artista até a ser ameaçado por supostos maus-tratos ao cachorro, algo negado por Rodrigo.

Um episódio semelhante ao do Santander Cultural já havia acontecido no fim de 2011 no centro cultural Oi Futuro do Rio de Janeiro. A fotógrafa americana Nan Goldin, reconhecida como uma das mais influentes do mundo, teve uma exposição cancelada antes mesmo de sua abertura por apresentar uma série, Ballad of sexual dependency, com forte conteúdo sexual. Em algumas imagens, crianças apareciam ao lado dos pais, que estavam sem roupa. A mostra foi acolhida pelo Museu de Arte Moderna do Rio (MAM), onde foi aberta em fevereiro de 2012, sendo um sucesso de público.

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