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Show » Marcelo Bratke: o som da superação Reconhecido internacionalmente, o pianista Marcelo Bratke, que superou cegueira, se apresenta no Teatro Santa Isabel

Fernanda Guerra - Diario de Pernambuco

Publicação: 09/05/2013 06:15 Atualização: 09/05/2013 10:06

Marcelo Bratke. Assessoria pessoal/divulgação
Marcelo Bratke. Assessoria pessoal/divulgação


O maestro e pianista brasileiro Marcelo Bratke é protagonista de uma história surpreendente. Na maior parte da vida, sofreu de problema congênito de visão. Por vergonha ou trauma, não se sentia confortável ao comentar o fato de ser quase cego - só possuía 8% da visão em um olho e 2% no outro. Aos 44 anos, viu o mundo pela primeira vez após se submeter a cirurgia de alto risco em Boston (EUA). Acompanhado da Camerata Brasil, o paulista Bratke, hoje com 52 anos, apresentará o espetáculo Tom Jobim plural, neste sexta-feira, às 20h, no Teatro Santa Isabel.

A deficiência visual deixou de ser intocável quando ele conheceu a escritora britânica Kate Snell, uma das biógrafas da princesa Diana. Radicado na Inglaterra há mais de 21 anos, a história de superação chamou a atenção de Snell, que resolveu registrá-la em livro. “Kate já escreveu seis capítulos da obra. A biografia deve ser lançada no próximo ano”, avisa o artista.

A carreira musical está associada à quase cegueira. “A música foi a maneira de me comunicar com as pessoas”, diz. O problema na visão também justifica o cunho social que predomina na carreira de Bratke, sobretudo nos últimos anos. Em 2005, o pianista dividiu o palco com o pernambucano Naná Vasconcelos e o grupo de percussionistas do Morro da Conceição, na inauguração do auditório do Ibirapuera, em São Paulo. No ano seguinte, fundou o projeto Camerata Brasil, composto por jovens instrumentistas de comunidades carentes de Vitória (ES).

A homenagem a Tom Jobim estreou no ano passado, em Londres, na Inglaterra, e passou por mais de dez capitais brasileiras. As músicas são acompanhadas por filme-cenário, com imagens da natureza, concebido pela artista plástica Mariannita Luzzati - a experiência rodou dez penitenciárias paulistas. “É como se fizesse uma viagem pelo Brasil”, diz Luzzati. O projeto foi ampliado para Tom Jobim Plural (o maestro se inspirava na natureza). “Os detentos ficaram hipnotizados. Na turnê, parecia um jogo de futebol. A plateia vem abaixo com Garota de Ipanema. Espero que, no Recife, seja do mesmo jeito”, torce Bratke.

Serviço
Marcelo Bratke e Camerata Brasil
Quando: sexta-feira, 20h
Onde: Teatro Santa Isabel (Pça da República, s/n)
Quanto: Entrada gratuita (sujeita à lotação do lugar)
Reservas e informações: 3355-3323

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