Mobilidade Levantamento revela fluxo de mais de duas mil bicicletas em via do Recife Dados da Ameciclo pretendem mostrar uso massivo do transporte na Região Metropolitana do Recife para exigir políticas voltadas ao modal.

Por: Mariana Fabrício - Diario de Pernambuco

Publicado em: 02/09/2014 17:35 Atualizado em: 24/10/2014 17:00

Contagem de ciclistas mostra amplo uso de bicicletas como meio de transporte no Recife. Foto: Bernardo Dantas/DP/DA Press.
Contagem de ciclistas mostra amplo uso de bicicletas como meio de transporte no Recife. Foto: Bernardo Dantas/DP/DA Press.

Um levantamento realizado pela Associação Metropolitana de Ciclistas do Grande Recife (Ameciclo) apontou que mais de dois mil ciclistas circulam pela Rua Odorico Mendes, no bairro de Campo Grande, em um intervalo de 14 horas diárias. O objetivo da apuração é comprovar o uso massivo do modal e indicar as rotas mais necessidadas de faixas exclusivas para as bicicletas. 

A equipe da Ameciclo esteve na via na última quarta-feira (27) e observou que mais de 12% dos ciclistas que passaram pelo local utilizavam a magrela para trasporte de cargas, pouco mais de 3% utilizavam capacete e 8,31% eram mulheres. Além disso, das dois mil viagens contabilizadas, apenas duas (0,1%) eram com bicicletas do programa Bike Pe. Segundo a Associação, é necessária a expensão do serviço para regiões de baixa renda.

"O que queremos mostrar com esses números é que a ciclofaixa não é só lazer. Traçando o perfil das pessoas que utilizam a bicicleta, podemos ver que existe uma grande quantidade que utiliza diariamente para trabalhar, e em bairros que não existem ciclofaixas. Através disso também queremos que essas pessoas sejam incluídas nos projetos do modal", justifica o coordenador de comunicação social da Ameciclo, Roderick Jordão.

"São mais de duas mil pessoas que usam a bicicleta diariamente, somente neste cruzamento, fora os que pudemos perceber nas outras transversais da Estrada de Belém, todos sem nenhuma proteção do poder público", denuncia a coordenadora administrativa da Ameciclo.

Já foram realizadas sete contagens ao longo de um ano. A primeira foi realizada em abril, no cruzamento da Avenida Mascarenhas de Moraes com a Rua Engenheiro Alves de Souza. Lá foram registrados 1.386 ciclistas, das 6h às 20h, resultando em 99 ciclistas por hora.

O método de análise utilizado pela Ameciclo envolve dois ou mais voluntários a cada hora que contabilizam e monitoram o trânsito. Os dados são registrados em uma planilha. O coordenador também ressalta a falta de pesquisas como essas por órgãos respossáveis. "Foram feitos alguns estudos e divulgados no Plano Diretor Cicloviário, mas pudemos contrastar alguns. Também começaram a contagem a partir das 8h, sendo que o fluxo começa horas antes na Região metropolitana", conta.

O coordenador de comunicação reintera que mostrar que existe grande uso do modal para o poder público, pode facilitar a criação de medidas que auxiliem o tráfego das bicicletas. "Nos reunimos com a CTTU semanalmente e apresetamos dados como esses com o objetivo de provar que já existe demanda suficiente e também apontar os locais de maior fluxo e onde realmente existe necessidade de uma via exclusiva", finaliza.



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