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Carta As reivindicações dos ciclistas para uma convivênica melhor

Publicado em: 19/08/2014 22:36 Atualizado em:

Ciclistas entregaram carta em partidos políticos na capital pernambucana. Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press
Ciclistas entregaram carta em partidos políticos na capital pernambucana. Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

No Dia Nacional do Ciclista, a Associação Metropolitana de Ciclistas do Grande Recife, Ameciclo, celebrou a data com um "bicicletaço", distribuindo em partidos políticos uma carta de reivindicações dos ciclistas pernambucanos. A entrega da carta aos partidos visa promover discussões e propor soluções em torno da questão da mobilidade urbana e da violência no trânsito.

Segundo Daniel Valença, um dos coordenadores da ação, a Ameciclo, que tem 400 associados, quer dialogar com os futuros gestores e legisladores. Entre as preocupações está o número de acidentes. Em 2011, foram 607 mortes só no Recife. “A redução das mortes é uma prioridade porque vai afastar o medo das pessoas e estimulá-las a deixar o carro em casa”, acredita Valença.

Dentre os 59 pontos de reivindicações, as principais  questões presentes na carta são:

Segurança
Reconhecimento da gravidade dos números de morte no trânsito no estado de Pernambuco, e a implantação de programa de monitoramento e com metas arrojadas de redução, que busque a diminuição das ocorrências;

Infraestrutura e Planejamento

Manutenção emergencial das atuais ciclofaixas e ciclovias existentes, muitas das quais estão em péssimo estado de conservação, além de nunca terem sido devidamente sinalizadas, causando confusão entre os usuários da rua;
Implantação de ciclovias em todas as avenidas, de velocidades máximas de 60km/h, e ciclofaixas em todas as ruas de 40km/h, ou, na impossibilidade de implantá-las, reduzir a velocidades para 30km/h até a implantação.
Desenvolver ações para humanização do trânsito, com a criação de Zonas 30 - regiões residenciais onde a velocidade máxima é 30 km/h.

Fiscalização

Aprimorar o treinamento dos agentes de trânsito para que atentem às infrações praticadas contra pedestres e ciclistas, orientem os condutores à preferência destes, bem como para que promovam o respeito à vida em suas atuações;
Fiscalização e cobrança assídua da construção e do bom estado de conservação das calçadas das cidades, primordial via de locomoção pública da maioria das pessoas;

Educação
Implementar a "educação para o trânsito", prevista no CTB, em todos os níveis de ensino, a partir de projetos pedagógicos das escolas, em especial nos temas referentes aos modais não motorizados;
Desenvolver ações e campanhas educativas, sistemáticas e periódicas, voltadas para os motoristas, cujo foco esteja na observância da fragilidade das vidas dos pedestres e ciclistas, reiterando que, pela lei, os veículos não motorizados têm preferência sobre os motorizados e que os veículos maiores devem proteger os menores;

Legislação  e Tributação

Redução da carga tributária incidente nas bicicletas, peças e acessórios;
Redução da carga tributária para empresas com prestação de serviços de manutenção e comercialização de bicicleta e acessórios;
Estabelecer lei que impossibilite que veículos fabricados no Brasil ou importados tenham a capacidade de ultrapassar a velocidade máxima permitida em território nacional (60km/h nas cidades e 110km/h nas estradas).

Relações Políticas
Garantir espaço de discussão e construção de programas e projetos relacionados a mobilidade urbana com as prefeituras, e inserir as associações em comissões do legislativo, para apreciação de projetos de lei, que priorizem o cuidado com a vida.



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