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Comércio Às compras e de bike A onda das magrelas instiga comércio a querer fidelizar clientela usando bicicletários para garantir o acesso do consumidor.

Por: Mirella Falcão - Diario de Pernambuco

Publicado em: 29/06/2014 15:27 Atualizado em:

Alexandre Lins considera que o espaço para bikes deixa o estabelecimento com uma imagem muito positiva. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press
Alexandre Lins considera que o espaço para bikes deixa o estabelecimento com uma imagem muito positiva. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press
Se há vagas para estacionamento de carros e motos, porque não um espaço para as bicicletas? O crescente uso das bikes no Recife tem estimulado o varejo a apostar na instalação de bicicletários. A iniciativa, além de atrair novos consumidores para o estabelecimento, também fideliza a clientela, já que os ciclistas tendem a priorizar os locais onde possam deixar suas bicicletas com segurança. No canal Bike PE do Pernambuco.com, existem 53 bicicletários cadastrados, sendo 31 deles em estabelecimentos privados, como lojas, supermercados e restaurantes. Instalar um suporte para as bikes exige um investimento a partir de R$ 200.

Quem vai ao 858 Café Bistrô, na Jaqueira, conta com um estacionamento para doze bicicletas. “Eu me identifico com a cultura das bicicletas. Então, queria incentivar. Pela noite, passam muitos grupos de ciclistas por aqui. Acho que hoje nosso bicicletário tornou-se um diferencial. Vale muito a pena investir nisso”, afirma a dona, Rebeca Duque. Em breve, o Ponto do Açaí, da Avenida Rosa e Silva, ganhará uma área para dez bikes. “E a nossa nova unidade de Casa Forte também. O pessoal adotou mesmo a bicicleta. É uma forma de agradar aos nossos clientes”, comenta o proprietário, Leonardo Lacerda.

O supermercado RM Express, de Santo Amaro, tem sete vagas fixas, e aos domingos amplia a capacidade para 30, através de um suporte móvel. “Muita gente que não conhecia a loja passou a comprar aqui por conta desse bicicletário”, relata Eliezer Viana, gerente geral da rede. “Já planejamos instalar suportes nas nossas outras filiais e criar mais sete vagas fixas em Santo Amaro”, acrescenta ele.

“O número de usuários aumentou em torno de 100% nos últimos anos”, diz Sandra Arruda, superintendente do Shopping Tacaruna, que possui capacidade para 150 bicicletas. No Shopping Recife, o bicicletário tem capacidade para 60 bikes, mas a média de ocupação é de 100. No Plaza, o fluxo chega a girar três vezes a capacidade diária de 55 vagas e, no Guararapes, 300 bicicletas circulam pelo estacionamento para 160 vagas. “É usado por funcionários e também por clientes que se exercitam nas ciclovias do entorno e aproveitam para passar e comprar algo”, comenta Denielly Halinski, gerente de marketing do RioMar, que possui 200 vagas. Nos últimos dois anos, a rede Bompreço, que possui bicicletários em 13 lojas no Grande Recife, registrou aumento de 20% na demanda e ampliou a capacidade do Hiper Boa Viagem de 20 para 30 vagas. O Extra Benfica, em janeiro, investiu em um equipamento para 30 vagas. O Carrefour tem bicicletários em todas as unidades.

O professor Marcus Souza, 43 anos, aprova a iniciativa: “Durante a semana, resolvo tudo com a bike. Por isso, dou preferência aos locais que ofereçam bicicletário”, conta ele. O estudante de direito Alexandre Lins, 23 anos, considera que o espaço para as bicicletas deixa o estabelecimento com uma imagem muito positiva junto à clientela. “Mostra que tem a consciência de incentivar o ciclismo”, defende ele. “Como os ciclistas costumam andar em grupo, em vez de atrair apenas um consumidor, o bicicletário atrai vários”, diz Guilherme Jordão, coordenador geral da Associação Ameciclo.

Um suporte do tipo U invertido para duas bicicletas custa entre R$ 200 e R$ 300. Um bicicletário para dez bicicletas ocupa uma área de um carro e sai por R$ 1 mil. Já o do tipo barra custa entre R$ 300 e R$ 500. “O mais recomendado é o do tipo “U invertido”, que serve para qualquer tipo de bicicleta e não se suspende a bike para prendê-la, sendo acessível a todos usuários”, diz Daniel Valença, também coordenador da Ameciclo. “A barra exige mais material na fabricação e, como as bicicletas são colocadas em cima, acaba danificando não só a bike como o próprio suporte, exigindo mais gastos em manutenção”, alerta Jordão.


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