BikePE Conheça a malha cicloviária do Recife

Por: Mariana Fabrício - Diario de Pernambuco

Publicado em: 05/05/2014 18:21 Atualizado em: 06/05/2014 02:33

Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press/Arquivo
Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press/Arquivo
Com o aumento da prática do ciclismo no Recife, cresce também a necessidade de rotas específicas para o trânsito de bicicletas. Embora não haja uma definição sobre a quantidade de pessoas que demandam esse espaço na cidade, a rotina de quem usa a magrela para se locomover é dividir as vias com os pedestres e veículos. E muitas vezes o resultado dessa disputa é grave. De 2012 a 2013 houve aumento de 36% de ciclistas acidentados.

Com apenas 28,8 km de rotas de deslocamento de bicicletas – o que inclui ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas e Zonas 30 –, a capital pernambucana não está entre as cidades que priorizam o transporte individual. Sua posição é distante de cidades como Fortaleza, Curituba e Rio de Janeiro, onde a malha cicloviária representa mais de 2% da malha viária total. Esses dados preocupam os grupos ligados ao ciclismo que pedem melhora na estrutura cicloviária.

De acordo com o coordenador de articulação política da Associação Metropolitana de Ciclistas do Grande Recife (Ameciclo), César Martins, houve mudança na quantidade de rotas cicláveis prometidas pelo programa de mobilidade na campanha de governo. “A primeira proposta era de criar 70 quilômetros. Na última reunião que participamos esse número passou para 80. O problema é que dentro desse número estão incluídas rotas além das ciclofaixas e ciclovias, como as ciclorrotas e a Zona 30, que não segregam o ciclista da pista. Então a proposta foi modificada e estão entrando equipamentos que não são estruturas cicloviárias”, afirma.

Para César, esses diferentes equipamentos diminuem a segurança do ciclista e dificultam a prática na cidade. “As ciclorrotas são para juntar as ciclofaixas e ciclovias e não podem entrar nesse cálculo, assim como as Zona 30. A diminuição dos equipamentos que separam o ciclista dos veículos desestimula o ciclista e torna o tráfego das bicicletas inseguro. Assim como os pedestres, nos locomovemos com as próprias forças e precisamos ter a sensação de segurança para poder pedalar”, explica o coordenador.

Entenda a diferença:

Ciclovia
Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press/Arquivo
Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press/Arquivo
É um espaço segregado para fluxo de bicicletas e conta com separação física isolando os ciclistas dos veículos.

Ciclofaixa
Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press/Arquivo
Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press/Arquivo
Difere da ciclovia pela ausência da limitação física. O espaço é limitado por pintura no chão, sinalização (cones, placas)

Ciclorrota

Foto: Cecília de Sá Pereira/DP/D.A Press/Arquivo
Foto: Cecília de Sá Pereira/DP/D.A Press/Arquivo
Um trajeto que não é segregado da pista. O caminho indica a passagem de ciclistas pelo trecho podendo ser indicado através de sinalização ou pinturas.

Outra questão abordada pelos grupos é quanto a velocidade máxima permitida pelos veículos que trafegam próximo a essas rotas. Com a sinalização implantada, os carros devem atingir no máximo 40km/h. Além disso, está previsto pelo Código de Trânsito Brasileiro a infração considerada gravíssima e de competência municipal, para quem trafega indevidamente nos espaços reservados para o ciclismo. Além de sete pontos na carteira, o condutor deve pagar R,62.



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